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domingo, 10 de março de 2013

IMPOTÊNCIA HUMANA

Poluente que afeta lontra prejudica fertilidade masculina humana
 
Laura Rauch/AFP
Poluentes químicos que causaram a diminuição dos pênis das lontras podem deixar homens impotentes, diz pesquisa britânica
 
Poluentes químicos jogados nos rios do Reino Unido estão afetando seriamente a reprodução das lontras, indica longo estudo feito na Universidade de Cardiff, na Inglaterra. Biólogos detectaram aumento de cistos no canal que carrega o esperma, má formação nos testículos, além da diminuição do tamanho dos pênis dos machos.

A pesquisa sugere que os problemas detectados na espécie pode afetar também a saúde sexual dos homens, causando a redução da contagem de esperma, tumores nos testículos e até impotência.

"Essas descobertas nos animais ressaltam que é hora de acabar com a complacência sobre os efeitos de poluentes na saúde reprodutiva masculina", ressalta comunicado do projeto de Lontras da Universidade.

"Os efeitos reportados nas lontras podem ser causados pelos mesmos produtos químicos suspeitos de causar câncer nos testículos e redução da contagem de esperma de humanos, o que afeta a reprodução masculina."

As biólogas Elizabeth Chadwick e Eleanor Kean, autoras do estudo, afirmam que veem relação entre os desreguladores endócrinos (substâncias químicas com propriedades que desequilibram o sistema endócrino de um organismo intacto e sua descendência) achados nas águas da costa britânica e os problemas de impotência dos homens.

De acordo com Sbem-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo), cerca de "11 milhões de desreguladores endócrinos são produzidos mundialmente, alguns dos quais o ser humano tem contato diário, por meio da contaminação de alimentos, da poluição do ar ou da água".

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

BESOUROS ESCARABEÍNEOS

 
"Associação entre besouros escarabeíneos e mamíferos terrestres de médio e grande porte da floresta Atlântica em Santa Catarina"
 
Biólogos da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC - realizam pesquisas com insetos como indicadores de conservação ambiental na Mata Atlântica
 
Na visita em dezembro à RPPN Rio das Lontras - da esquerda para a direita - Dra. Malva Isabel Medina Hernández,  Fernando José Pimentel Teixeira, Christiane de Souza Pimentel Teixeira, Juliano André Bogoni e Renata Calixto Campos
 
Logo a caminhada buscando os carreiros de mamíferos já mapeados em pesquisas anteriores
 
Um grande prazer caminhar em meio à Mata Atlântica
 
Sempre há surpresas e algo me chama a atenção no chão
 
Flagrante de uma bela e curiosa aranha (Ctenus cf. ornatus) carregando seus ovos

Exoesqueleto de uma cigarra
 
Névoa típica do bioma Mata Atlântica 
 
Uma bela orquídea - uma das maiores famílias de plantas existentes
 
A incrível variedade biológica da floresta sempre encanta
 
O design magnífico das folhas de um xaxim
 
Bactris setosa - Nomes populares: Tucum, coco-de-natal, marajá, tucum-bravo, tucum-pitanga, tucunzeiro, uva-do-mato. Os frutos são comestíveis, possuindo polpa fibrosa e suculenta, surgindo daí um dos seus nomes populares: uva-do-mato. As amêndoas podem ser consumidas ao natural ou torradas para usos diversos, sendo ricas em lipídios, servem também para extração de óleo alimentício
 
Detalhe do tronco de uma embaúba...
 
A embaúba pode chegar a quinze metros de altura. Pertence ao estrato das plantas pioneiras da Mata Atlântica. É também chamada de árvore-da-preguiça, pois seus frutos e folhas são o alimento preferido deste animal. Também possui características medicinais
 
 Uma pausa para um lanchinho
 
 Biscoitinhos de polvilho com erva-doce...
 
 Receita muito antiga de família
 
 Juliano e Renata instalaram diversas armadilhas pela mata
 
Com o objetivo de capturar o maior número de besouros escarabeíneos possível
 
 Armadilha instalada
 
48 horas depois os pesquisadores voltaram à campo para a coleta 
 
E o resultado foi extraordinário!

 Centenas de insetos foram capturados nas 48 horas e levados para o laboratório
 
 Uma variedade impressionante!
 
E muito trabalho pela frente

Incluindo a identificação das várias espécies

Uma bela variedade

Uma pequena amostra da grande biodiversidade das nossas florestas

Muito que se pesquisar

 E o muito em trabalho de educação e preservação ambiental
 
Um pequeno e curioso registro bem no meio do rio dividindo propriedades: Um beija-flor paira no ar. Talvez confuso. De um lado Mata Atlântica preservada, do outro monocultura de exóticas. 

Um registro no fim do dia onde pegamos muita chuva, uma bela caminhada e a sensação de um gostoso e importante trabalho de pesquisa - pois só podemos proteger aquilo que conhecemos!
 
 
* Fotos: Arquivo RPPN Rio das Lontras e Juliano Bogoni



quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

31 DE JANEIRO - DIA NACIONAL DAS RPPNs!

Lançamos em 21 de setembro de 2007 AQUI no blog da RPPN RIO DAS LONTRAS a proposta da criação do "Dia Nacional das RPPNs"- uma justa homenagem a essa importante categoria das unidades de conservação que protegem centenas de milhares de hectares em todos os biomas brasileiros.
Agora em 2013 divulgamos uma série de banners comemorativos mostrando um pouco do muito que se é protegido em perpetuidade por mais de mil RPPNs espalhadas por todos os cantos do Brasil.

Parabéns Reservas Particulares do Patrimônio Natural! Parabéns RPPNs!















terça-feira, 29 de janeiro de 2013

POBRE SANTA CATARINA

Inventário Florístico Florestal mostra que Biodiversidade arbórea de SC reduziu

Ao todo, foram monitoradas 400 áreas entre 2007 e 2011 com o apoio de engenheiros florestais, biólogos, escaladores, auxiliares e estudantes
 
Foto: RPPN Rio das Lontras
 

Agência Brasil
 
As equipes responsáveis pelo Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina monitoraram mais de 400 áreas entre 2007 e 2011. Neste período, profissionais de várias áreas, como engenheiros florestais, biólogos, escaladores, auxiliares e estudantes, coletaram materiais e entrevistas e analisaram estes dados. Foram registradas mais de 2,3 mil espécies de plantas vasculares, entre as quais 860 espécies arbóreas e arbustivas, 560 epífitos, 270 lianas, 315 pteridófitas (samambaias), além de 707 ervas terrícolas.
 
Os números mostram que 50% de todas as espécies registradas em levantamentos feitos há 23 anos ainda estão presentes nestas áreas. Apesar disto, os pesquisadores alertam que existe uma drástica redução da biodiversidade de espécies arbóreas na comparação com os levantamentos realizados há 50 anos, principalmente entre as espécies naturalmente raras, que sempre ocorreram em pequena quantidade e em poucos locais ou locais muito restritos. Pelo menos 32% das espécies arbóreas e arbustivas foram encontrados com menos de dez indivíduos.
 
A principal razão apontada pelos pesquisadores para a situação alarmante é a redução da área florestal no estado. De acordo com o levantamento, menos de 5% das florestas tem características de florestas maduras, enquanto mais de 95% dos remanescentes florestais do estado são florestas secundárias, formadas por árvores jovens de espécies pioneiras e secundárias, com troncos finos e altura de até 15 metros e baixo potencial de uso.
 
“Estas florestas têm menos da metade do estoque original de madeira e de biomassa e um número muito reduzido de espécies arbóreas e arbustivas. Pesa assim o fato de 90% dos fragmentos florestais de Santa Catarina terem área menor que 50 hectares. Os efeitos do pequeno tamanho das áreas florestais e de seu uso inadequado resultam em um significativo empobrecimento da floresta e na simplificação de sua estrutura”, destaca o Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina. Estas interferências e novas características, segundo especialistas, podem prejudicar as funções protetoras do solo e dos mananciais e a função da floresta como reservatório de carbono e guardião da biodiversidade.
 
Os vilões responsáveis por estas mudanças nas florestas catarinenses, segundo a conclusão das equipes, são as constantes intervenções humanas na floresta, como a exploração indiscriminada de madeira, roçadas e o pastoreio de bovinos.
 
O Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina foi realizado entre 2007 e 2011 pelo Serviço Florestal Brasileiro, Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Universidade Federal de Santa Catarina, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Universidade Regional de Blumenau (Furb) e governo de Santa Catarina.