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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

APOIO ÀS RPPNs

Governo de SP pagará R$ 4 mi a 12 reservas particulares
 
José Maria Tomazela | Agência Estado
 
 
 
A RPPN Fazenda Renópolis, com 92,5 hectares, de Santo Antonio do Pinhal, é uma das contempladas.
 
 
O governo estadual vai distribuir R$ 4 milhões para ajudar os proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) do Estado de São Paulo a conservar a diversidade biológica dessas áreas. A verba será destinada a doze RPPNs que passaram num processo de seleção e, juntas, somam 1,4 mil hectares. A relação foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira, 04. O rateio do recurso levará em conta a classificação da reserva, o tamanho da área e o projeto a ser executado. É a primeira vez que o Estado ajuda financeiramente as áreas de interesse ambiental nas mãos de particulares. Entre as reservas classificadas estão RPPNs estaduais, vinculadas à Fundação Florestal, e federais, sob a gestão do Instituto Chico Mendes (ICMbio). A melhor pontuada na classificação é a Fazenda Renópolis, com 92,5 hectares, em Santo Antonio do Pinhal, seguida pela reserva Rio dos Pilões, com 407 hectares, em Santa Isabel, e do Sítio Manacá, de 25 hectares, em Guaratinguetá. A quarta colocada, Pedra da Mina, em Queluz, é também a maior, com 632,8 hectares, e a de criação mais recente, preservando o ponto mais alto do Estado de São Paulo, na Serra da Mantiqueira.
 
De acordo com o assessor técnico da Secretaria do Meio Ambiente, Daniel Ramalho, o objetivo é estimular os donos das terras a conservar o patrimônio natural. "É uma contrapartida aos serviços ambientais que eles prestam ao Estado todo, conservando matas, rios, habitat de fauna, formações geológicas e cenários naturais incomuns." Cada unidade vai apresentar um plano de ação de acordo com as necessidades maiores da área. "Podem ser projetos de proteção contra invasores, controle de espécies indesejáveis, reprodução da fauna, enfim, propostas para melhorar as condições da reserva."
 
Os planos devem ser executados em cinco anos e os recursos serão liberados em parcelas anuais. O recurso, do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop), está reservado. Na primeira chamada, foram atendidas apenas as reservas de pessoas físicas - as outras são Fazenda Bela Aurora (Cruzeiro), Estância Jatobá (Jaguariúna), Toca da Paca (Guatapará), Meandros II (Ibiúna), Amadeu Botelho (Jaú), Meandros III (Ibiúna), Serra do Itatins (Iguape) e Águas Claras (São Luiz do Paraitinga). Num segundo momento, conforme Ramalho, serão incluídas as RPPNs mantidas por pessoas jurídicas. O Estado de São Paulo tem 72 RPPNs, sendo 40 do Instituto Chico Mendes e 32 da Fundação Florestal.
 
 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

AMBIENTALISTA MORTO

Ambientalista espanhol é morto a tiros no Rio de Janeiro 
 
Polícia relaciona sua morte com suas denúncias para proteger o meio ambiente
 
Juan Arias
EL PAÍS
 
O biólogo Gonzalo Alonso Hernandez, em uma cortesia de imagem de sua viúva.
 
O biólogo espanhol Gonzalo Alonso Hernandez, 48 anos, um proeminente ativista ambiental, foi encontrado morto na terça-feira, perto de sua casa em uma cachoeira no Parque Estadual Cunhambebe, no estado do Rio de Janeiro. Ele morava no país com sua esposa há 10 anos. Ele foi executado em sua casa e, em seguida, jogado nas águas de um lugar que, por anos, lutou contra os caçadores furtivos e incendiários que buscavam criar pastos para o gado. A polícia e sua viúva, Maria de Lourdes Pena Campos, relacionam o crime com suas insistentes denúncias e sugerem que ele pode ter sido torturado.
 
Os investigadores encontraram manchas de sangue na casa. A esposa de Gonzalo, que trabalha no Rio e retorna para sua casa nas montanhas no fim de semana, tinha ido para o trabalho.
 
Embora ainda não tenha dado uma versão oficial dos motivos para o assassinato, o Consulado do Rio, que está em contato com a polícia, não tem mais dúvidas de que foi um crime por sua luta contra crimes ambientais no parque natural de Cunhambebe.
 
 
Ele foi morto em casa, e jogado em uma cachoeira defendendo o parque
 
 
Sua esposa confirmou para o EL PAÍS que o marido "estava sempre em guerra com os caçadores, criadores de gado no parque e contra incêndios para abrir espaços para os agricultura". Gonzalo também se destacou por sua defesa de espécies de plantas e animais em perigo de extinção.
 
O biólogo foi transferido pela Telefónica para o Brasil, onde atuou como diretor no Rio de Janeiro da empresa de telefonia móvel Vivo. Em 2005, ele deixou o cargo para se dedicar exclusivamente ao trabalho ambiental. Ele trabalhou como voluntário na ONG Instituto Terra, que está ligada à CNT EUA.
 
A polícia confirmou que a casa do biólogo não tinha apenas o computador, provavelmente para apagar os traços de suas reivindicações na área ambiental. Seus assassinos também cortaram a linha telefônica e luz em sua casa.
 
A viúva destacou o fato de que o biólogo foi executado em sua casa e seu corpo foi jogado em uma cachoeira do parque cuja proteção tinha vindo a defender há oito anos. Ela afirmou que não tem dúvida de que o crime foi cometido por aqueles que foram tocados por suas queixas. "Ele nunca teve  inimigos, além daqueles que foram denunciados por suas ilegalidades contra a natureza", disse ainda muito afetada pela tragédia, mas com firmeza.

 
Pesquisadores acreditam que pode ter sido torturado
 
  
Gonzalo Alonso Hernandez nunca recebeu ameaças explícitas. O único fato anormal que Maria de Lourdes lembra é "que vi voar sobre a casa, um dia antes do assassinato, um helicóptero voando baixo, algo que nunca tinha acontecido antes". Naquele momento, eles não se importam.
 
Felipe Paranhos, da ONG Instituto Terra, que conhecia o ativista, disse que o biólogo também trabalhava com um projeto do governo do Rio de Janeiro para a proteção das águas do parque - muito importante do ponto de vista ambiental.
 
"Ajudou muito a todos nesta luta para proteger as fontes de água", disse Paranhos. Perguntado sobre o que ele achava das autoridades locais, explicou: "Gonzalo chegou com mentalidade europeia que tudo que é ilegal é para denunciar abertamente". Ele acrescentou: "E você sabe que no Brasil a mentalidade é diferente." Ele quis dizer que aqui você não pode desafiar abertamente, muitas vezes certos interesses protegidos por caciques locais.
 
Uma das principais razões pelas quais a polícia suspeita que o crime foi ordenado por aqueles que foram expostos pelo ecologista espanhol é o fato de que a única coisa que foi roubada de sua casa foi o computador. "Eles provavelmente fizeram isso para levar as informações coletadas pelo biólogo contra as ações ilegais no parque", disse o oficial de polícia, Marco Antonio Alves.
 
As autoridades brasileiras ainda não se pronunciou sobre o crime o tempo da imprensa. O Ministério das Relações Exteriores espanhol só confirmou sua morte.
 
 
Fonte: EL PAÍS
Tradução: Fernando José Pimentel Teixeira
 
 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

GATOS EXTERMINADORES

O que fazer com cães e gatos que dizimam espécies nativas em reservas naturais?

Em muitos países, a solução adotada é o extermínio

Fonte: ÉPOCA


BOM CAÇADOR
Flagrante de um gato no ato de atacar uma ave. Estima-se que um felino desses mate 80 animais por ano (Foto: Claudius Thiriet/Gamma-Rapho/Getty Images)


Diante de um cãozinho simpático ou um gato dengoso, quem ama os animais em geral só tem bons sentimentos. É difícil imaginar que esses bichinhos, especialmente se fazem parte de nosso convívio, representam algum perigo ambiental. Se entrarem indevidamente em áreas naturais, porém, tanto cães quanto gatos se transformam em perigosos predadores da vida selvagem. É o que ocorre hoje nas unidades de conservação em várias partes do mundo, principalmente no Brasil. Dentro de parques nacionais ou de reservas biológicas, bichos que contam com nossa simpatia exterminam populações inteiras de espécies nativas de aves, lagartos ou pequenos mamíferos. Predadores trazidos por mãos humanas são a segunda maior causa de extinção de espécies nativas no mundo. Perdem apenas para a supressão dos hábitats.

Diante de um cãozinho simpático ou um gato dengoso, quem ama os animais em geral só tem bons sentimentos. É difícil imaginar que esses bichinhos, especialmente se fazem parte de nosso convívio, representam algum perigo ambiental. Se entrarem indevidamente em áreas naturais, porém, tanto cães quanto gatos se transformam em perigosos predadores da vida selvagem. É o que ocorre hoje nas unidades de conservação em várias partes do mundo, principalmente no Brasil. Dentro de parques nacionais ou de reservas biológicas, bichos que contam com nossa simpatia exterminam populações inteiras de espécies nativas de aves, lagartos ou pequenos mamíferos. Predadores trazidos por mãos humanas são a segunda maior causa de extinção de espécies nativas no mundo. Perdem apenas para a supressão dos hábitats.

Um estudo recente realizado pelo Instituto Smithsonian e pelo Departamento de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos mostra o tamanho da ameaça. Segundo o levantamento, os gatos matam de 1,4 bilhão a 3,7 bilhões de pássaros e entre 6,9 bilhões e 20,7 bilhões de mamíferos todo ano. Embora os gatos de rua representem a maior ameaça, gatos domésticos também saem para passear e caçar. “Esperamos que essa mortalidade incentive as pessoas a manter seus gatos dentro de casa e sirva de alerta para as autoridades”, diz Pete Marra, do Smithsonian.

 O impacto dos gatos e cães faz parte dos danos provocados por espécies estranhas aos ambientes naturais. Elas chegam a áreas onde não enfrentam grandes predadores e caçam outros animais que não estão acostumados a lidar com elas. No linguajar dos biólogos, essas espécies não nativas são chamadas de exóticas. No caso de cães e gatos, os mais problemáticos são os que deixaram a vida doméstica e se reintegraram ao ambiente selvagem. São chamados de cães ou gatos ferais.

“O problema das espécies invasoras é seriíssimo. Há casos de animais competindo ou caçando espécies nativas em quase todas as unidades de preservação do Brasil”, diz Pedro Menezes, diretor de criação e manejo de unidades de conservação do Instituto Chico Mendes (ICMBio), órgão federal responsável pelas áreas protegidas do país. Os cães de quem tem sítio perto de um parque entram na área da reserva, mas em geral só caçam nas bordas. Os cães ferais vivem dentro da unidade e caçam mesmo no miolo da reserva, que deveria ser um refúgio para as espécies nativas. Segundo Menezes, no Parque Nacional de Brasília, matilhas de cães ferais caçam veados e catetos (porco-do-mato). No Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, gatos ferais atacam a fauna nativa. “Um estudo no Reino Unido mostrou que cada gato mata cerca de 80 indivíduos de outras espécies por ano, como aves, lagartos ou esquilos. Imagine o estrago feito por uma população de gatos numa área com espécies que só ocorrem ali”, diz Menezes.


CONSERVAÇÃO
Iguana numa ilha de Galápagos. Para proteger a espécie, foram criados projetos de erradicação de cães, gatos e outros animais (Foto: Stuart Westmorland/Getty Images)


Outras espécies exóticas também ameaçam os ambientes naturais. Os búfalos, trazidos da Ásia para a Amazônia, sustentam milhares de famílias na região. Algumas manadas interferem na reprodução de peixes, aves e tartarugas na Reserva Biológica do Vale do Guaporé, em Rondônia. O ICMBio estuda como abater os animais “de forma sustentável”. Um projeto da Embrapa prevê o abate de 540 búfalos por ano. O javali, espécie de origem europeia, se espalhou pelo Brasil e readquiriu hábitos selvagens. Hoje, expulsa os porcos-do-mato nativos do Brasil. É também agressivo com o ser humano. Quando chegou ao arquipélago de Fernando de Noronha, o navegador Américo Vespúcio relatou ter visto suas ilhas cobertas por ninhos de aves marinhas.

Ratos europeus trazidos por acidente pelos navios dos exploradores adaptaram-se bem às ilhas. Tão bem que exterminaram as espécies locais de ratos e passaram a devorar animais nativos. Aos ratos se somaram gatos, cães e outros bichos domésticos, além de tejos, lagartos que comem ovos e pequenos animais. Os ninhos nativos sumiram de Fernando de Noronha.

Em outros países, é comum controlar espécies invasoras. Um cervo da Malásia foi levado para a África do Sul e começou a competir com as espécies nativas. Em alguns parques nacionais, o cervo malaio passou a ser caçado a tiros, de helicóptero. Na Ilha da Ascensão, possessão britânica no Atlântico, os gatos matavam centenas de milhares de aves marinhas por ano. Os pássaros só prosperavam em pequenas ilhotas vizinhas, sem os felinos. Os biólogos então passaram a reduzir a população de gatos. Eliminaram cerca de 2 mil felinos, usando iscas envenenadas. As aves voltaram então a se propagar na Ilha da Ascensão. Em Galápagos, onde a maior parte das ilhas é parte de um parque nacional, há projetos para erradicar cães, gatos, porcos, cabras e outras espécies exóticas.

Na Nova Zelândia, o governo executa um projeto para salvar espécies nativas, principalmente o quivi, ave símbolo do país. Entre os predadores estão cães e gatos sem dono ou selvagens. Usando iscas envenenadas, as autoridades locais conseguiram criar pequenas ilhas livres de gatos e cães. Enquanto isso, os biólogos reduzem a população de gatos e cães soltos na ilha principal do país criando áreas cercadas para reintroduzir a fauna nativa. Na Austrália, o controle de raposas e gatos, que já extinguiram várias espécies nativas, é feito com o lançamento de iscas envenenadas de helicóptero em áreas críticas de conservação. Nas ilhas australianas de Maquarie e Marion, o extermínio dos gatos no ano 2000 permitiu que a população de aves marinhas se recuperasse.

Biólogos são, antes de mais nada, gente que ama os animais. Por isso, antes de apelar para os recursos extremos, tentaram medidas menos violentas. Nos Estados Unidos, há várias décadas se fazem pesquisas com vacinas anticoncepcionais para controlar gatos selvagens. Elas não são eficazes para controlar grandes populações em áreas naturais extensas, porque precisam ser reaplicadas várias vezes. Se ministradas por alimentos espalhados pela área, não há garantia de que todas as fêmeas ingerirão o suficiente para suspender a reprodução.


PROTEÇÃO
Quivi, a ave símbolo da Nova Zelândia. Lá, as autoridades locais criaram ilhas livres de cães e gatos para preservá-lo (Foto: John Stone/AP)


Para Menezes, do ICMBio, o problema no Brasil é cultural. “Ainda não conseguimos nem discutir isso de forma equilibrada”, afirma. “Quando é capim ou um molusco invasor, lidamos com a questão com seus problemas técnicos e econômicos. Se a espécie exótica for um mamífero que envolve sentimentos, aí entramos numa discussão emocional.” Recentemente, o Ibama publicou uma norma disciplinando o manejo de javalis. Foi um marco. As autoridades responsáveis pela administração de áreas de preservação e pela defesa de espécies ameaçadas ainda têm dificuldade para conseguir lidar com búfalos, cães ou gatos em áreas de preservação. No Brasil, a legislação proíbe a caça, sem distinção entre espécie nativa ou exótica. Nem prevê a caça dentro de um plano de manejo para conservar áreas naturais.

Na Austrália, iscas envenenadas são lançadas por helicóptero para erradicar gatos

Segundo a Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, na sigla em inglês), não é preciso matar. “Foram os humanos que levaram indevidamente esses animais para perto das áreas naturais onde eles não deveriam estar”, diz Rosângela Ribeiro, gerente de programas veterinários da WSPA no Brasil. “Agora, cabe aos humanos resolver isso de forma humanitária.” Para ela, há alternativas menos violentas, como campanhas de conscientização dos donos de animais domésticos. “Eles devem aprender a manter os bichos dentro de casa, com coleiras com sinos (no caso de gatos).” Para controlar cães e gatos ferais, ela recomenda que os bichos sejam recolhidos e encaminhados à adoção. “O custo dessa operação é mais alto, mas não é algo impossível. É, sobretudo, uma questão ética”, diz. Para o biólogo Fábio Olmos, o discurso das entidades protetoras dos animais não ajuda a resolver a questão na prática. “Isso é medo de enfrentar o problema de frente”, afirma ele. “Cuidar do bem-estar animal é uma causa nobre. Mas não à custa da extinção de outras espécies. Por receio de lidar com esse tabu, estamos causando um dano maior à vida.”


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

31 DE JANEIRO - DIA NACIONAL DAS RPPNs!

Lançamos em 21 de setembro de 2007 AQUI no blog da RPPN RIO DAS LONTRAS a proposta da criação do "Dia Nacional das RPPNs"- uma justa homenagem a essa importante categoria das unidades de conservação que protegem centenas de milhares de hectares em todos os biomas brasileiros.
Agora em 2013 divulgamos uma série de banners comemorativos mostrando um pouco do muito que se é protegido em perpetuidade por mais de mil RPPNs espalhadas por todos os cantos do Brasil.

Parabéns Reservas Particulares do Patrimônio Natural! Parabéns RPPNs!















quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O VALOR DA BIODIVERSIDADE

Grãos cuspidos por mamífero em fazenda no ES renderão café de R$ 900 o quilo

Divulgação/CulturaMix
Cuíca, o "bicho de bom gosto"

LUIZA FECAROTTA
ENVIADA ESPECIAL A PEDRA AZUL (ES) - FOLHA DE S. PAULO

À primeira vista, não dava para entender por que diabos aqueles grãos de café, meio gosmentos, surgiam amontoados sob as árvores - religiosamente, da noite para o dia.

Ao amanhecer, era sempre igual: os roceiros se enfiavam no meio do cafezal para fazer a colheita manual e davam de cara com uns grãos, já sem casca, sobre as folhas secas no chão. Algum animal ali da mata andava a chupar esses frutinhos adocicados.

Depois de muito fuçar, Rogério Lemke, o administrador da fazenda Camocim, na qual se espalham 120 mil pés de café em Pedra Azul, a 100 quilômetros de Vitória, no Espírito Santo, matou a charada.

Eram cuícas, pequenos mamíferos silvestres, que guardam certa semelhança com um rato. Os bichos se penduram nos galhos mais baixos das árvores, à noite, para se alimentar da casca, da polpa e do mel do café. Escolhiam sempre os melhores frutos, como em uma "colheita seletiva".

Depois, as cuícas dispensavam os grãos, ainda com algum resquício do mel sobre o pergaminho (película entre a semente e a polpa). Para evitar prejuízo, com o desperdício de grãos, o carioca Henrique Sloper, dono da fazenda, resolveu recolher essas sementes "cuspidas".

A partir daí, como revela a Folha, Sloper decidiu fazer testes de secagem e torra para descobrir, na xícara, o que eles poderiam render.

Depois de um ano de avaliações, o café da cuíca deve ser lançado em novembro por pelo menos R$ 900, o quilo. Em média, um pacote de mesmo peso de um café especial custa R$ 60 - os grãos cuspidos pelo animal custarão, portanto, 14 vezes mais. Bicho sem carisma, a cuíca, quem diria, vale ouro.

Seu João Pagio Fiorezi, 61, fornece mudas de café há 25 anos para a fazenda Camocim, no Espírito Santo.


CAFÉ DE CUÍCA


Ilustrações/Sandro Castelli
Os pés de café ficam com os frutos maduros entre abril e setembro; começa a colheita


À noite, a cuíca escolhe as frutas mais maduras e chupa os grãos dos galhos mais baixos



Depois de chupar a fruta e engolir a casca, cospe as sementes em torno do pé de café



Esses grãos cuspidos são recolhidos manualmente todos os dias em meio à colheita habitual do cafezal


Os grãos são secos em terreiro suspenso de 5 a 12 dias, com umidade e temperatura controladas


Os grãos são estocados em tulhas com temperatura, umidade e luz controladas


A cada 15 dias, os grãos passam pelos testes de torra e prova 


 Depois de alcançar o ponto ideal de torra, são feitos testes de diferentes métodos de preparo da bebida


Definem-se o preço e a estratégia de lançamento no mercado


Seu João saltou do caminhão, adentrou o cafezal, aproximou-se de uma árvore em área mais reservada, ou seja, mais afastada de casas e estrada, e mais perto da mata. Agachou-se e abriu os galhos mais baixos para espiar.

"Esse é o café da cuíca", disse, pegando um punhado de grãos despolpados (sem casca nem polpa) nas mãos. Aquele café tinha cheiro forte, remetia à terra e ao universo animal - mas o odor não chegava a ser ruim. Os grãos estavam com uma gosma, ainda resquício do mel do café.


TÍMIDAS E CRITERIOSAS


Marcelo Justo/Folhapress
"Cuícas são incapazes de comer café verde ou estragado", diz especialista; colheita dos grãos cuspidos pelos animais é realizada manualmente por roceiros que se agacham junto aos pés de café e pegam grão por grão


E as cuícas? Não foram encontradas nem por decreto. Enfiam-se no meio da mata e ali ficam, escondidas.

São animais ariscos e noturnos, que gostam de comer somente os grãos adocicados, no ápice da maturidade.

"Elas têm um ótimo critério de seleção. São incapazes de comer café verde ou estragado", diz Evair de Melo, presidente da Incaper (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural), que ajudou a desenvolver os cafés de jacu e cuíca na fazenda.

As cuícas surgem por ali aos montes porque a área é circundada de parques nacionais e mantém parte da mata nativa - à semelhança da cabruca, o sistema de plantio de cacau típico do sul da Bahia, que conserva a mata para sombrear os cacaueiros.

Na propriedade de produção orgânica, pipocam hortênsias arroxeadas, margaridas do mato amarelinhas, amarelinhas e pitangueiras carregadas de fruta.

A colheita desses grãos cuspidos pelas cuícas é trabalhosa, feita manualmente por roceiros que se agacham junto aos pés de café e pegam grão por grão acomodando-os em sacolas a tiracolo.

É fundamental que seja realizada regularmente para que os grãos não fermentem sobre o chão - é comum ficarem protegidas pelas folhas das árvores da mata ali conservada, que servem de adubo natural ao cafezal.

Os grãos colhidos são transportados para secar em um terreiro suspenso, protegido por estufa, com umidade e temperatura controladas. Depois, são separados de gravetos e afins manualmente e estocados na tulha para que descansem antes da torra.

Para chegar à xícara, passa por testes de perfis diferentes de torra, provas profissionais - quando o grão é moído grosso, entra em contato com a água quente e é sugado de forma a cair homogeneamente sobre a língua.


RAIO-X DA CUÍCA


Como é -> É um mamífero marsupial - como o canguru, as fêmeas são dotadas de uma bolsa chamada marsúpio, que contém as tetas e serve para carregar os filhotes

Onde vive É encontrado na região que vai do México à Argentina

Quanto mede -> Quando adulta, seu corpo pode alcançar cerca de 30 cm de comprimento

Que cor tem -> Seu dorso é cinza-escuro, e as partes inferiores, amarelo-clara e manchas da mesma cor acima dos olhos

O que come -> Animal onívoro que se alimenta de matéria vegetal e animal - metade da sua alimentação é de frutas.Tem entre 40 e 50 dentes


O JACU PIONEIRO


A cuíca não é, contudo, o primeiro animal a "participar" do processo de produção de cafés especiais no Brasil.

Quem emplacou de forma pioneira foi o jacu - ave robusta, com bico pronunciado e papo vermelho. Seu café foi vendido pela primeira vez em 2007, também pela fazenda Camocim. Atualmente, são produzidos 950 quilos por ano a R$ 450, o quilo.

Conhecido como "faisão brasileiro" e também semelhante a um urubu, esse animal era uma praga para a plantação de café.

"O jacu comia muito do meu café, dava o maior prejuízo", diz Henrique Sloper, dono da Camocim. "Muitos fazendeiros matavam o bicho, ficou quase extinto."

Inspirado no kopi luwac, o famoso café da Indonésia, cujos grãos são retirados das fezes da civeta (animal semelhante ao gambá) e que podem custar US$ 493, o quilo (cerca de R$ 1.000), o café de jacu surgiu para solucionar esse problema no cafezal.

"O que era uma praga virou fonte de um produto de alta qualidade", diz Sloper.

Tanto o jacu quanto a cuíca escolhem os frutos mais maduros e sem defeitos para se alimentar - por isso, geralmente, resultam em bebidas de doçura acentuada.


PREÇO


O fazendeiro vê nesses cafés exóticos uma grande fonte de lucro. Ao consumidor, resta a pergunta: vale mesmo pagar um valor tão alto?

Especialistas apontam pequenos problemas na primeira amostra, que podem ter sido gerados pela torra excessiva.

Sloper, por sua vez, diz que ainda fará ajustes nessa etapa para que possa extrair o melhor desses grãos, torná-los mais delicados e adequados para o preparo no coador, método que deixa suas características à mostra com mais clareza.

Espetacular na xícara ou apenas razoável, o café com a contribuição da cuíca conta uma boa história. Não tenha dúvida: isso também tem um custo.


QUANTO CUSTA O QUILO?


CUÍCA - R$ 900
Os grãos cuspidos pelo roedor são recolhidos manualmente do chão e secos em terreiro suspenso

JACU - R$ 450
Os frutos maduros comidos pela ave são liberados nas fezes, que não têm cheiro, e limpos manualmente

CAFÉ ESPECIAL - R$ 60
São cafés de qualidade superior à média, feitos só de grãos arábicas, com doçura e acidez equilibradas


SURGEM RESSALVAS À 1ª LEVA, PRODUTOR VAI MUDAR A TORRA


Marcelo Justo/Folhapress
Isabela Raposeiras não gostou da baixa acidez da 1ª amostra


Marcelo Justo/Folhapress
Marco Suplicy identificou uma nota vegetal, de mato


Marcelo Justo/Folhapress
Cecília Sanada acha que a "bebida não é acima da média"


Com a primeira amostra do café da cuíca, que não circulou comercialmente, a Folha convidou três experts para provar a bebida às cegas. Isabela Raposeiras, do Coffee Lab, Marco Suplicy, do Suplicy, e Cecília Sanada, do Octávio Café, aceitaram o desafio.

Fizeram provas informais com uma pequena quantidade de grãos. Ficaram de lado os protocolos rígidos de degustações profissionais - a ideia era somente colher primeiras impressões de especialistas.

Do balanço geral dessa primeira leva, surgiram três pontos de tangência: baixa acidez, doçura acentuada e torra um pouco exagerada.

Foram as mesmas conclusões a que o norte-americano Andrew Barnett e o holandês Willem Boot (ambos provadores profissionais) tinham chegado na última semana em prova acompanhada pela Folha na fazenda capixaba.


EXCESSO DE TORRA


Para Isabela Raposeiras o excesso de torra inibiu o potencial do café. "Esse café cru deve ser de qualidade, tem doçura elevada e é limpo. Mas a acidez é muito baixa [especialistas se referem à acidez como sinônimo de qualidade]."

Marco Suplicy achou a bebida "agradável", com "bom corpo" e "nota de mato". "Mas sinto uma aspereza, não é uma bebida nem mole, nem estritamente mole [as melhores categorias da bebida]."

Já Cecília Sanada diz que o café perde em aroma. "Não é acima da média." Por outro lado, chama a atenção para a doçura acentuada e para um "amargor que não chega a atrapalhar a bebida".

Segundo o fazendeiro Henrique Sloper, o lote que vai chegar ao mercado em novembro passará por ajustes de torra a fim de fique "mais delicado".


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

ECOFUTURO

A RPPN RIO DAS LONTRAS acaba de firmar um protocolo de intenções com o INSTITUTO ECOFUTURO, visando a implementação do Plano de Manejo e a gestão com todos os cuidados que uma unidade de conservação merece. Um grandioso reforço! Longa vida a essa estratégica colaboração e que rendam belos ecos num futuro próximo! :)

Clique na imagem para conhecer um pouco mais da ECOFUTURO

“O Instituto Ecofuturo é uma Organização Não-Governamental que trabalha em projetos que entrelaçam educação e meio ambiente com a missão de gerar e difundir conhecimento e práticas para a construção coletiva de uma cultura de sustentabilidade com indivíduos e grupos sociais. Acredita que saber ler, escrever e argumentar com competência é essencial para acessar os conhecimentos necessários para promover a sustentabilidade de todas as vidas. Atua como influenciador de políticas públicas articulando parcerias com instituições, empresas, governo, pesquisadores, comunidade e universidades. Criado em 1999 e mantido pela Suzano Papel e Celulose, é qualificado como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público e tem atuação autônoma.
O programa Reservas Ecofuturo foi criado com base na expertise adquirida em mais de dez anos de gestão do Parque das Neblinas (link para o Parque das Neblinas), que é uma referência no manejo de unidades de conservação privadas.
O Programa, que tem os objetivos de estruturar e elaborar estratégias de manejo para unidades de conservação, divide-se em cinco módulos de consultoria e assessoria técnica. Envolve diagnóstico e avaliação de potenciais de uma área natural, treinamentos específicos, elaboração de programas de gestão e planos de manejo. Todos os módulos buscam a excelência no gerenciamento da unidade de conservação e promovem o envolvimento comunitário e o desenvolvimento local.
É destinado a proprietários, órgãos do governo, organizações não governamentais e empresas que possuem áreas naturais com remanescentes florestais ou que tenham interesse em adquirir terras como estratégia para garantir a conservação da natureza”.


quarta-feira, 6 de julho de 2011

NOVA ESPÉCIE HOMENAGEIA TOM JOBIM



Uma trepadeira, conhecida como Bico Branco, foi reconhecida oficialmente pela comunidade científica como uma nova espécie botânica. A planta foi encontrada numa reserva de Mata Atlântica no norte do Espírito Santo e homenageia em seu nome o maestro e ambientalista Tom Jobim.

sábado, 25 de dezembro de 2010

RPPN 1000



O ano de 2010 vai chegando ao fim e surgem novos balanços sobre as Reservas Particulares e a boa e significativa notícia é que já são mais de mil espalhadas em todos os biomas brasileiros.

Especialistas tentam identificar a RPPN número mil, um símbolo que vai ficar para a história: A milésima RPPN!

Temos hoje no país 1.043 RPPN, que protegem juntas 687.374,86 hectares. A Mata Atlântica continua sendo o bioma com o maior número de reservas (713 RPPN, ou 68% do total).

Minas Gerais permanece como o estado "campeão" em número de reservas, com 250 RPPN, seguido por Paraná (215), Rio de Janeiro (99), Bahia (90) e Goiás (48).

As 1.043 RPPN estão distribuídas por 572 municípios (um pouco mais de 10% dos 5.565 municípios brasileiros), nas 27 unidades da federação. O município "campeão" em número de RPPN é Silva Jardim (RJ), com 18 reservas, seguido por Porto Seguro (BA), com 15; Coromandel (PR) e Nova Friburgo (RJ), com 14 reservas cada um; Prado (BA), com 13; Coronel Vivida (PR) e Corumbá com 11 reservas cada; Aiuruoca com 10; e Alto Paraíso (GO), com 9.

O site Reservas Particulares ainda não está totalmente atualizado com estes dados, mas já é possível ver um grande avanço no número de reservas registradas no Cadastro Nacional das RPPN.

ESTADOS COM MAIS RPPN:

Minas Gerais .................... 250
Paraná ............................. 215
Rio de Janeiro .................... 99
Bahia .................................. 90
Goiás ................................. 48

MUNICÍPIOS COM MAIS RPPN:

Silva Jardim / RJ ................. 18
Porto Seguro /BA ................ 15
Coromandel / PR ................ 14
Nova Friburgo / RJ ............. 14
Prado / BA .......................... 13
Coronel Vivida / PR ............ 11
Corumbá / MS .................... 11
Aiuruoca / MG .................... 10
Alto Paraíso / GO ................. 9

Fonte: Carlos Alberto Bernardo Mesquita

terça-feira, 23 de novembro de 2010

LONTRA NA CHAPADA DOS VEADEIROS

Mais notícias e fotos do Claudio e sua Expedição conhecendo comunidades alternativas e Unidades de Conservação Brasil afora. De quebra ele gentilmente manda registros usando a camiseta da RPPN Rio das Lontras em locais absolutamente deslumbrantes!
Leia relatos abaixo:

Fui levar a Lontra pra passear. Ontem vim pra São Jorge, vilarejo a 40km de Alto Paraíso, na entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Até os anos 90, o lugar era uma vila de garimpeiros, isolada de tudo. A partir daí, por pressão de órgãos de defesa ambiental, os garimpos foram fechados e o povo começou a explorar a onda do turismo ecológico e dos esportes radicais. Pousadas brotaram feito cogumelos depois da chuva e os garimpeiros viraram guias turísticos.

Hoje fui conhecer o parque. Só é permitida visita com guia, então me juntei a duas turistas paulistanas e uma guia pra fazer uma das trilhas, a das cachoeiras. Foram quase 5km de caminhada até a baixada do Rio Preto. Esse rio atravessa o parque, contorna os morros da chapada e vai desaguar no Tocantins depois de andar mais um trecho. Vale dizer: se a gente soltar um barquinho de papel aqui, daqui há uns dias ele vai bater lá no Amazonas...

Ao final da trilha, deleite: duas lindas cachoeiras que eles chamam de Saltos do Garimpão 1 e 2. A primeira, mais abaixo, tem 120m de altura; a outra, morro acima, é um pouco menor, 80m, mas também é portentosa e forma um enorme poção. Com a chuva que tem caído, o rio está alto e as duas cachoeiras derrubam muita água, dá gosto de ver.

A beirada do rio fervilha de piabinhas miúdas. Acostumadas a ganhar pedaços de pão dos visitantes, elas perseguem qualquer um que entrar na água. A gente vai andando e elas enxameiam em volta. Uma mais atrevida até arriscou me dar uma mordida enquanto eu boiava mas pelo jeito o sabor não lhe apeteceu.

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Agora em setembro um incêndio brabo comeu quase toda a mata do parque, quem acompanhou noticiário deve lembrar. O lugar ficou fechado por um mês e só reabriu há duas semanas. O cheiro de queimado ainda está no ar e os caules carbonizados por toda parte mostram o tamanho do estrago feito. Mas acaba que o mais impressionante mesmo é a rapidez com que o verde brota logo que chove.

O parque foi criado em 1961 pelo JK. Tinha 650 mil hectares que foram sendo engolidos por novas leis criadas pelos políticos-fazendeiros do Cerrado. Por fim, sobraram os atuais 65 mil hectares, dez por cento do original.






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Parece que até os anos 90 a região era mesmo muito isolada e preservava antigas tradições e jeitos de ser. Alguns sinais disso a gente vê na fala dos mais velhos. Por exemplo, “muito” aqui é pronunciado sem aquele som nasal que a gente usa (muiNto), eles dizem “muitcho” como no português arcaico, puxando pro castelhano, pro galego. Outro sinal de antigos tempos: as capelas dos povoados do entorno, o da Capela, o da Ponte do Rio Preto, poucas vezes por ano recebem padres. O povo mesmo organiza suas rezas – que ainda são em latim.

Fotos e texto: Claudio César Pimentel Teixeira

quarta-feira, 5 de maio de 2010

NATIVIDADE

Bela iniciativa do município de Natividade, no estado do Rio de Janeiro, cria a RPPN Municipal.
Que outros municípios também caminhem para o incentivo à preservação ambiental.


Parabéns, Natividade!

Projeto de Lei da RPPN – Municipal é aprovado em Natividade

A vereadora Ivete Martins foi a proponente da Lei da RPPN Municipal em Natividade, RJ.


A câmara de vereadores de Natividade aprovou a última quinta-feira (29/04), projeto de lei encaminhando pela vereadora Dra. Ivete Martins Kabouk, de criação da RPPN – Municipal. O projeto de lei 001/2010, foi aprovado por unanimidade e entra em vigor na data de sua publicação.

A regulamentação e criação da RPPN Municipal é hoje uma exigência do Ministério Público pelo Termo de ajustamento de conduta, construído com os produtores beneficiados pelo Programa Rio Rural, trazendo ainda ao município, a ampliação do recurso destinado (ICMS Ecológico) e diversos benefícios aos produtores.

A RPPN é uma unidade privada de preservação, criada voluntariamente para facilitar a proteção de áreas de mata nativa, que possibilita ao produtor e ao município obter benefícios fiscais, além de ter prioridade no acesso a recursos e políticas de crédito agrícola.

Entenda mais:

A RPPN é uma unidade privada de preservação, criada voluntariamente para facilitar a proteção de áreas de mata nativa, que possibilita ao produtor e ao município obter benefícios fiscais, além de ter prioridade no acesso a recursos e políticas de crédito agrícola.

As RPPN são importantes para a conservação porque:

· Contribuem para uma rápida ampliação das áreas protegidas no país;
· Apresentam índices altamente positivos na relação custo/benefício;
· São facilmente criadas;
· Possibilitam a participação da iniciativa privada no esforço nacional de conservação;
· Contribuem para a proteção da biodiversidade dos biomas brasileiros.