Páginas

Mostrando postagens com marcador Palestra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Palestra. Mostrar todas as postagens

domingo, 7 de agosto de 2011

PRÊMIO EXPRESSÃO DE ECOLOGIA 2011

Aconteceu na última seta-feira, dia 05, na FIESC em Florianópolis o Fórum de Gestão Sustentável 2011 e a entrega do Prêmio Expressão de Ecologia, a maior premiação ambiental do sul do país.


Eu e Chris na FIESC (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), na entrega do Prêmio Expressão de Ecologia, junto ao grande jornalista e apresentador Mario Motta, que foi o mestre de cerimônia, abrilhantando ainda mais o evento.


Mário Motta empresta muito mais que sua famosa voz, dando ainda mais credibilidade e um charme especial ao belo evento.


É sempre um grande prazer poder encontrar com pessoas que fazem a diferença. O jornalista Mário Motta dispensa qualquer apresentação - cidadão da melhor cepa!


Rodrigo Coutinho é o coordenador da premiação que é considerada pelo Ministério do Meio Ambiente como a mais importante do Sul do País. Questão de competência!


Chris e eu com o Troféu Onda Verde junto ao coordenador do Prêmio Expressão de Ecologia Rodrigo Coutinho, na FIESC em Florianópolis. O case do Plano de Manejo da RPPN Rio das Lontras ganhou na categoria Conservação de Recursos Naturais. É o maior prêmio de meio ambiente do sul do país.


Registro para posteridade. É a segunda premiação em menos de um ano para o Plano de Manejo da RPPN Rio das Lontras. Ano passado foi o Prêmio ADVB de Preservação Ambiental 2010.


Com Ricardo Castelli Viera, Coordenador Regional na região Sul do Brasil do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

* Fotos gentilmente enviadas: Airton Ferreira da Silva


* Para ver na íntegra o Plano de Manejo da RPPN Rio das Lontras clique AQUI ou no final do blog.

* O Plano de Manejo da RPPN Rio das Lontras teve financiamento do Programa de Incentivo às RPPN da Mata Atlântica (Parceria entre as ONGs SOS Mata Atlântica, Conservação Internacional e The Nature Conservancy), apoio e cooperação-técnica da PROSUL, Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI, Parque Nacional da Serra do Itajaí e TIGRINUS Equipamentos para Pesquisa.

O Plano de Manejo é um documento técnico que, usando como base os objetivos gerais de uma Unidade de Conservação, estabelece o seu zoneamento e as normas que devem nortear e regular o uso que se faz da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implementação das estruturas físicas necessárias à gestão da área protegida.


quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Palestra Juca Kfouri

Tivemos o privilégio de um rápido encontro com o Juca nos bastidores. Ele conversou com a Fernandinha e até brincou durante a palestra, dizendo que já tinha ouvido falar (muito) dela.

Parecia que estávamos assistindo o Linha de Passe de toda segunda-feira na ESPN Brasil. Só que ali estava o jornalista Juca Kfouri sem seus parceiros José Trajano, João Palomino, Márcio Guedes, Fernando Calazans e Paulo Vinícios Coelho, o PVC.

Foi muito legal ouvir as histórias de quando ele era estudante universitário e como ele largou a sociologia para ser jornalista.

No final da palestra foi possível o público fazer perguntas. Aproveitei e indaguei sobre a relação entre eles, dos muitos temas polêmicos que causam discussões acaloradas. Lembrei de quando o Trajano fez greve no programa Cartão Verde, que passava na TV Cultura SP, e ficou o tempo todo em silêncio, ao vivo. Também citei o famoso caso onde o Amigão levantou-se e foi embora no meio do programa.
Juca contou que o Trajano é aquilo ali, na frente das câmeras ou longe delas, um cara autêntico, conhecido pelo humor variável e, acima de tudo, um cara muito legal!

Como parece ser o Juca. Como parece todos que participam do Linha de Passe. E, como o Juca, bem humorados, cada um a seu jeito, dando um tempero especial ao bate-papo semanal, que de certa forma nos faz sentir eles como nossos amigos que jogam conversa fora falando de futebol.
E isso, é papo sério!



Fernandinha ganhou mais uma dedicatória em sua agenda.


Juca estava com muita pressa para poder assistir a rodada do Brasileirão. Também tem acompanhado as Olimpíadas nas madrugadas. Logo depois da palestra ele já estava postando em seu blog. Fotos: Fernando José Pimentel Teixeira


Veja a cobertura da ALESC e um resumo da palestra:

Um obsessivo pelo bem do esporte nacional

Paixão. Esse foi o ingrediente que fez da palestra de Juca Kfouri, ontem (20) à noite na Casa, um sucesso. Com o tema “Nosso futebol é a cara do Brasil”, o palestrante do 12º encontro do programa “O Brasil em Debate na Assembléia Legislativa”, falou não só sobre futebol, mas também sobre corrupção, impunidade e falta de uma política pública desportiva no país.
“Quando penso em futebol hoje, penso em duas caras: a do Kaká - bela cara - e a do Ricardo Teixeira (presidente da CBF) que dispensa apresentações”, ressalta Kfouri. Para o jornalista, que iniciou sua carreira em nome da paixão pelo futebol, é triste conviver com a falta de incentivo ao esporte e esportistas do país. “Precisamos de uma política esportiva, uma política de massificação. O Guga foi durante um ano inteiro o número um do tênis no mundo. O que se fez para aproveitar isso? Nada! Quantos ‘Guguinhas’ têm por aí? Nenhum!”, desabafa.
O ex-senador Geraldo Althoff certa vez chamou Juca Kfouri de obsessivo, pois o jornalista afirmava que nenhum dirigente se salvava no futebol brasileiro. Após ser nomeado relator da CPI do Futebol, o catarinense entrou de cabeça nas investigações dos bastidores do maior esporte do mundo no país e pediu ajuda a Kfouri. Em um almoço no restaurante do Senado, em Brasília, ele confessou sua angústia ao descobrir toda a corrupção que permeava, já em 1999, o futebol brasileiro. “Mas ninguém se salva?”, perguntou Althoff a Juca, que respondeu: “Bem-vindo ao mundo dos obsessivos”.



Na palestra “Nosso futebol é a cara do Brasil”, o 12º convidado do programa O Brasil em Debate na Assembléia Legislativa, o jornalista Juca Kfouri – apontado pela revista Época como uma das 100 personalidades mais influentes do país – fez um relato da grave situação em que se encontra não apenas o futebol, mas todo o esporte nacional. Falou das relações promíscuas de dirigentes e governantes e não escondeu sua decepção com o governo federal, em especial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Agora esses caras vão ver uma coisa! Um corintiano chegou lá! Um brasileiro com o fundo das calças poído por botequim e arquibancada”, comemorava Juca Kfouri, após o recém-empossado presidente Lula sancionar as duas únicas leis aprovadas por unanimidade, em acordo de lideranças, ainda no período em que Fernando Henrique Cardoso comandava o Brasil – o Estatuto do Torcedor e a Lei de Moralização do Esporte. Na ocasião, Lula garantiu que o torcedor não seria mais tratado como “gado” nos estádios brasileiros e que a corrupção no esporte seria combatida. Passados mais de cinco anos, Juca lamenta que os dirigentes brasileiros sejam mais bem-tratados no governo do PT do que nos anteriores. “O ‘Rei Ricardo I’ é um dos homens mais influentes do país, e nada é feito contra ele, apesar da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ter 17 indiciamentos por corrupção na CPI do Futebol parados na Justiça desde 2001”, revela, referindo-se a Ricardo Teixeira, presidente da entidade máxima do futebol brasileiro.



A frustração de Juca Kfouri com o presidente da República é reflexo da expectativa criada por Lula ao vencer a eleição de 2002. A poucos dias de tomar posse, o presidente eleito telefonou para o jornalista e o convidou para fazer parte de uma equipe que iria montar uma política esportiva para o país. Junto com outras personalidades do esporte, como Paula (ex-jogadora de basquete), Ana Moser (ex-atleta de vôlei) e Bebeto de Freitas (ex-técnico de vôlei, que atualmente preside o Botafogo de Futebol e Regatas), Juca ajudou a escrever um documento mostrando a necessidade do investimento em projetos de inclusão social através do esporte. “Havia apenas umas três linhas destinadas ao esporte de alto rendimento, onde estava escrito que o atleta de alto nível era responsabilidade da iniciativa privada”, lembra Kfouri. Hoje, a realidade é outra, com o país investindo R$ 4 bilhões para realizar os jogos Pan-americanos no Rio de Janeiro – dez vezes mais que o previsto, e com R$ 85 milhões previstos para tentar trazer os Jogos Olímpicos para o Rio de Janeiro em 2016.
A importância do investimento no esporte como fator de inclusão social se justifica, segundo Juca Kfouri, pelo benefício à saúde. “Há estudos mostrando que, para cada dólar investido em esporte, três dólares são economizados em saúde. Enquanto isso, nosso Ministério da Saúde mais parece um Ministério da Doença, pois ele apenas corre atrás, não trabalha na prevenção”, explica.

Mas por que Ricardo Teixeira e Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) são influentes a ponto de se tornarem intocáveis pela Justiça? “Essa gente tem um poder de sedução muito grande. Eles podem levar o Ronaldinho Gaúcho, no auge, ao Palácio do Planalto. A seleção do Bernardinho para uma audiência com o presidente. E isso tem um poder eleitoral enorme”, afirma Kfouri.



Apesar de todos os desmandos e impunidade, o jornalista garante que, aos 58 anos de idade e 38 de jornalismo, ainda acredita que o esporte brasileiro tem jeito. “Temos que achar caminhos para mudar. Eu garanto que uma semana de Jornal Nacional bem feito, ouvindo todos os lados, derrubava essa gente”, conclui, sem deixar de criticar a subserviência da grande imprensa brasileira aos comandantes da CBF, Ricardo Teixeira, no poder desde 1989, e COB, Carlos Arthur Nuzman, há duas décadas no poder.

Capitanias hereditárias do futebol

O futebol brasileiro, da mesma forma que o Brasil, apresenta contradições de proporções continentais. “Se fosse bem gerido, teríamos algo semelhante à NBA (liga de basquete profissional dos Estados Unidos)”, exemplifica. Juca remonta ao tempo da inflação galopante para mostrar a realidade do esporte brasileiro. “Lembro-me que todo mundo falava mal da inflação, mas ninguém fazia nada contra ela. Ora, alguém devia estar ganhando com a situação. Com a estabilização da economia com o Plano Real, veio a necessidade do Proer, porque os bancos, que lucravam com a inflação, começaram a quebrar”, recorda.



A realidade do futebol é semelhante. Jogadores saindo do país cada vez mais jovens por valores irrisórios – para citar um exemplo, Kaká foi vendido pelo São Paulo para o Milan em 2003 por US$ 8,5 milhões. Há poucos dias, especulou-se que o Chelsea ofereceu ao Milan US$ 100 milhões, preço que o clube italiano não aceitou para ceder o atleta –, clubes em situação falimentar, com dívidas gigantescas. “Todos, no mundo futebolístico, falam que isso é um absurdo, mas ninguém faz nada para mudar essa situação. Alguém está ganhando com isso”, reflete.

Como paralelo ao Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional, o Proer, que salvou os bancos, Juca aponta a criação da Timemania, loteria criada para ajudar os clubes brasileiros a sanarem suas dívidas com o governo. “Deram uma loteria pro futebol. Também quero uma para saldar as minhas dívidas”, ironiza. A Timemania é a quarta medida governamental para evitar a falência do futebol nacional. Antes já houve o Refis (Programa de Recuperação Fiscal) 1, 2 e 3. “Teremos também a Timemania 1, 2 e 3?”, questiona o jornalista, que acredita que, enquanto o futebol brasileiro não sair da era das capitanias hereditárias, dificilmente a situação irá mudar. “O capitalismo ainda não chegou ao futebol brasileiro. Ele vive na época da socialização da miséria.”

Jornalista, “para o bem da Sociologia”

Ex-militante de grupos clandestinos de esquerda contra a ditadura militar quando era estudante de Ciências Sociais da Universidade de São Paulo, Juca Kfouri tinha em mente fazer uma tese que mostrava que o futebol não era um instrumento de alienação, ao contrário do que apregoava a maioria dos que eram contra o regime autoritário. “Certa vez um professor marcou uma prova para o mesmo horário do jogo Brasil x Romênia na Copa de 70, e protestei. O professor, então, propôs uma votação para decidir se a prova seria mantida ou não naquele horário. Fui derrotado por 20 votos a um, mas não fui fazer a prova. O professor Gabriel Cohn concordou que eu fizesse a prova em outro dia”, conta.



Gabriel foi o professor que o aconselhou a tornar-se jornalista, “felizmente para a Sociologia brasileira”, brinca Juca, lembrando que o professor é autor da frase que diz que ninguém que não tenha o fundo das calças poído por botequim e arquibancada entende o futebol. Talvez esse seja um dos problemas do futebol brasileiro. “Nenhum dos patrões da grande imprensa – pelo menos do eixo Rio-São Paulo – vai aos estádios. Eles não entendem a paixão do brasileiro pelo futebol”, explica.

O jornalista relembra que, se Lula tornou-se o melhor amigo de Ricardo Teixeira após o amistoso da Seleção Brasileira no Haiti, Fernando Henrique não acompanhava futebol. Na década de 80, o ex-presidente foi a um Palmeiras e Corinthians quando o goleiro do Palmeiras, Gilmar, fez uma defesa, ele perguntou a Juca. “Esse Gilmar ainda joga?”. Juca respondeu que o goleiro tinha esse nome porque seu pai fizera uma homenagem ao Gilmar campeão da Copa de 58, e que Biro-Biro não era o nome de uma jogada, mas de um jogador corintiano.

(Evelise Nunes e Paulo de Tarso/Divulgação Alesc)
Fotos da ALESC: Carlos Kilian

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

JUCA KFOURI NO BRASIL EM DEBATE




Hoje tem palestra.

Na ALESC.

No Programa Brasil em Debate.

E com o jornalista Juca Kfouri.

Que eu acompanho desde muito tempo.

Do Cartão Verde na TV Cultura SP.

Nos comentários no Jornal da Globo.

Nos artigos e colunas em jornais.

E o mais legal: A sugestão do palestrante foi nossa.

Bacana!

Todos os caminhos levam à Floripa hoje a noite - diria o também jornalista esportivo local Roberto Alves, que certamente deverá estar lá prestigiando o concorrido evento.

terça-feira, 11 de março de 2008

Palestra Bernardinho


BERNARDINHO lota o primeiro programa Brasil em Debate edição 2008

O técnico da Seleção Brasileira de Vôlei Masculino, BERNARDINHO, abriu a edição 2008 do Programa O Brasil em Debate na Assembléia Legislativa, ontem (10) à noite, no auditório Antonieta de Barros. Ícone de perseverança, o ex-jogador proferiu a palestra “A Busca da Excelência”, onde abordou temas como trabalho em equipe, disciplina, comprometimento, planejamento, paixão, estratégia, liderança, metas, motivação, sucesso, superação, entre outros.




Acostumado a preparar os atletas de ouro da seleção, BERNARDINHO percebeu que também poderia motivar profissionais de outras áreas fora das quadras. Dessa forma, passou a articular suas idéias e experiências pessoais e profissionais na palestra que apresenta por todo o país. Para ele, a busca da excelência é meta constante. E foi com a mesma garra e determinação – características que o fizeram símbolo de liderança no Brasil – que o técnico direcionou suas palavras para um auditório lotada.




BERNARDINHO argumenta que a vontade de se preparar e a dedicação que se reserva à trajetória são as atitudes mais importantes para se alcançar o sucesso. Para ele, a frase do técnico de tênis norte-americano Bob Knight “a vontade de se preparar tem que ser maior do que a vontade de vencer” justifica e é inspiradora. Ao admitir que se transformou num grande técnico mais por obstinação do que por aptidão, afirmou que apenas talento não faz um vencedor, mas a soma deste com determinação.
Quando o tema é trabalho em equipe, BERNARDINHO defende que todos os integrantes têm que se ver como um time onde o bom desempenho do conjunto depende da atitude individual integrada ao objetivo geral. "Trabalhar em equipe exige solidariedade, objetivos comuns e controle dos egos", afirma. Outro ponto decisivo para um excelente trabalho em equipe é a confiança. Como exemplo, o técnico cita seus famosos gritos e broncas durante os jogos. Para ele, a atitude é justificada (e perdoada) por existir uma relação de confiança mútua entre o técnico e os atletas. “Se houver dúvida na intenção, não há mais espaço para a confiança”, revela.



O treinador de profissionais vitoriosos chegou ao Parlamento acompanhado pela esposa, a também atleta Fernanda Venturini, onde participou do programa “Entrevista”, da TVAL. O casal foi recebido pelo presidente da Associação Catarinense de Imprensa, Ademir Arnon, já que a entidade, juntamente com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Santa Catarina, são apoiadores na realização do programa “O Brasil em Debate”. Durante o bate-papo, o técnico revelou sua preocupação com o futuro dos atletas de vôlei que, acredita, vivem uma “futebolização”. O motivo é que hoje o atleta é visto apenas como uma fonte de renda, atitude que acaba por prejudicar os estudos do jogador. Já na palestra, o filho Bruno Mossa Rezende – o Bruninho, da seleção – também se juntou à platéia.



Perfil

Bernardo Rocha de Rezende recebeu o apelido BERNARDINHO quando integrava a Seleção Brasileira de Vôlei Masculino de 1979 a 1986. Nesse período, conquistou a medalha de bronze na Copa do Mundo de 1981 e as medalhas de prata no Campeonato Mundial de 1982 e nos Jogos Olímpicos de Los Angeles (EUA), em 1984. Abandonou as quadras em 1988 e se tornou assistente-técnico.

Assumiu o comando da Seleção Feminina de 1994 a 2000, conquistando a medalha de bronze dos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996 e títulos no Grand Prix. Levou o ouro pelo Sul-Americano em 1997 e 1998. Ainda em 1998, ganhou o bronze na Copa dos Campeões. O ouro veio novamente, em 1999, nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg (Canadá). No mesmo ano, conquistou a prata no Grand Prix, o terceiro ouro consecutivo pelo Sul-Americano e a prata pela Copa do Mundo. Despediu-se das meninas em 2000, quando levou o bronze nas Olimpíadas de Sidney (Austrália).

Em 2001, passou a liderar a Seleção Masculina. Ganhou a Liga Mundial e o Sul-Americano em 2001 e 2003. Em 2002, levou o vice-campeonato da Liga e a medalha de ouro inédita do Campeonato Mundial. Em 2004, levou o ouro nas Olimpíadas de Atenas (Grécia).BERNARDINHO é ainda autor dos livros “Transformando suor em ouro” e “Cartas a um jovem atleta”.

Fotos: Eduardo Guedes de Oliveira / Fonte: ALESC

sábado, 24 de novembro de 2007

Palestra com Fernanda Montenegro



Quarta-feira passada rumamos para Floripa onde demos entrevista para a TVAL e para assistirmos a última palestra do ano na Assembléia Legislativa de Santa Catarina no Programa Brasil em Debate, que proporcionou ao longo do ano uma bela oportunidade cultural ao trazer personalidades interessantes e instigantes. E o programa fechou o ano com chave de ouro com a palestra da atriz Fernanda Montenegro, com o tema “A delicadeza nas relações humanas”. Através do mesmo programa, os catarinenses já tiveram a oportunidade de ver o jornalista e escritor Caco Barcelos, a escritora Lya Luft, o esportista Lars Grael, o navegador Amyr Klink, o designer Hans Donner e o jornalista e blogueiro Ricardo Noblat. A iniciativa é da Assembléia Legislativa, com apoio da Associação Catarinense de Imprensa e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Santa Catarina.As inscrições gratuitas esgotaram-se em menos de duas horas. Quem não conseguiu sua vaga pôde acompanhar ao vivo pela Rádio Alesc Digital (www.alesc.sc.gov.br) e pela TVAL (exceto para Florianópolis), pelos canais 16 da Net e 23 da TVA.



Antes da palestra demos entrevista para a TVAL. Na foto Chris e Fernandinha junto com Marise, da Área de Comunicação da Assembléia.





Havia uma nítida expectativa da platéia para assistir a palestra.

Fernanda nasceu Arlette Pinheiro Esteves da Silva, adicionando o sobrenome Monteiro Torres após o casamento com Fernando, em 1953. Foi aos 19 anos que promoveu a sua primeira grande transformação, quando escolheu chamar-se Montenegro. Era o nome de um médico homeopata amigo da família. Nessa época, já trabalhava em rádio fazendo adaptações para radionovelas, além de dar aulas de português para estrangeiros, na mesma escola onde estudava inglês e francês.É precursora no teatro, no cinema e na televisão. Seu nome tornou-se internacional com o sucesso do filme "Central do Brasil", de 1998, dirigido por Walter Salles. Fernanda sempre deu prioridade ao teatro, onde tem contato direto com o público. Ganhou inúmeros prêmios, entre eles o Leão de Ouro, pelo filme “Eles não usam black tie”, melhor filme do Festival de Cinema de Veneza de 1980, prêmios Molière especial e de melhor atriz por sua atuação em "As Lágrimas Amargas de Petra von Kant", em 1982, prêmio de melhor atriz em “Central do Brasil”, no 48º Festival de Cinema de Berlim, e muitos outros.É considerada a mais expressiva, versátil e grandiosa atriz brasileira de todos os tempos. Sua personalidade e criatividade servem de inspiração para muitos artistas. Atuou nas extintas TV Excelsior e TV Tupi de São Paulo, e em inúmeras novelas da Rede Globo. Além da filha, Fernanda Torres, também ser atriz, o filho Cláudio Torres é diretor e um dos sócios da Conspiração Filmes, uma produtora de cinema e publicidade.




Com 57 anos de vida artística dedicados ao teatro, televisão e cinema, Fernanda Montenegro entrou na noite do dia 21 no Auditório Antonieta de Barros na Assembléia Legislativa com um auditório lotado e com uma grande expectativa. A atriz, de 78 anos de idade, premiada nacional e internacionalmente por seu trabalho, ocupou o palco do auditório não para interpretar, mas para palestrar com o tema proposto, “A delicadeza nas relações humanas”, foi relacionado a vários aspectos da conjuntura nacional, como educação, saúde, política, ecologia e tecnologia. Fernanda Montenegro respondeu perguntas do público, a quem se referiu como “meus familiares sobreviventes de um mesmo país”. Tive a oportunidade de perguntar como ela vê a questão ambiental no planeta - citei a iniciativa de artistas da Globo que fizeram o movimento “Amazônia para sempre”. Ela contou o absurdo que são as queimadas na região norte e que, dependendo da época do ano, são horas de viagem de avião com o céu encoberto pela fumaça da floresta queimando. Também contou que procura fazer sua parte tendo uma “matinha” preservada, com direito a nascentes.


Lamentou a corrupção e as desigualdades sociais, as crianças nas ruas e fora das salas de aula. “A tragédia brasileira de desviar verbas da educação é alarmante, enquanto as estatísticas são maravilhosas.” Disse também que a desigualdade requer ações coletivas, através da opinião ou do voto. “É preciso ter consciência e a força da delicadeza, que requer muito caráter e irmandade”, declarou. Ela referiu-se ao Brasil como “um país esquizofrênico” onde, segundo a atriz, não há mais ilusões políticas. “Havia uma ilusão de mudança que não ocorreu. Temos a boca, o nosso sopro e o verbo”, declarou a atriz, que encerrou o encontro com o poema “Amor”, de Carlos Drummond de Andrade.



Fonte: Rose Mary Paz Padilha e Verlaine Silveira / Divulgação Alesc