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sábado, 24 de julho de 2010

NOVAS ESPÉCIES NO ATLÂNTICO

Versão avermelhada do verme "Enteropneust", uma possível nova espécie. 

Cientistas acabam de voltar de uma expedição com amostras de animais raros e mais de dez possíveis novas espécies do fundo do Oceano Atlântico. Uma delas pode trazer pistas sobre o elo evolucionário entre invertebrados e vertebrados.

A equipe do Mar-Eco, um programa internacional de pesquisas que faz parte do Censo da Vida Marinha, ficou seis semanas na região a bordo do navio RRS James Cook. Pesquisadores da Universidade de Abeerden, no Reino Unido, fazem parte do projeto, junto com representantes de outras 16 nações.

Após 300 horas de mergulho, com ajuda de um veículo operado remotamente, eles alcançaram profundidades de 700 metros a até 3.600 metros. A equipe pesquisou a crista gigante que divide o Oceano Atlântico em duas partes, leste e oeste, da Islândia aos Açores.
A pesquisa se concentrou em duas grandes áreas: as águas geladas da corrente do Golfo e as mais quentes, no sul.

O diretor do laboratório de pesquisas oceânicas de Aberdeen, Monty Priede, diz que os pesquisadores ficaram surpresos em observar como os animais são diferentes em cada lado da crista.

Nas planícies do noroeste, por exemplo, eles encontraram vermes batizados de "Enteropneusta". Apenas alguns poucos exemplares do Oceano Pacífico eram conhecidos pela ciência. "Esses vermes são membros de um grupo pouco conhecido de animais que estão próximos do elo perdido na evolução entre os animais vertebrados e invertebrados", diz Priede.

Três espécies desse verme com cores e formas diferentes foram encontrados durante a expedição. Elas serão enviadas a especialistas para análise.

"Esta expedição tem revolucionado a nossa reflexão sobre a vida do fundo do Oceano Atlântico", comenta Priede. Segundo ele, os pesquisadores não podem mais ignorar a enorme variedade de animais que vivem nas encostas e vales, no meio do oceano. Com tecnologia, ele acredita que os pesquisadores poderão encontrar criaturas nunca antes imaginadas.

Ofiúro do gênero Gorgonocephalus encontrado no fundo do Oceano Atlântico.

Pepino-do-mar, uma das diversas criaturas descobertas na expedição ao Atlântico.

Um verme do mar, encontrado pelos pesquisadores. Muitas das criaturas achadas pela expedição nunca haviam sido vistas antes.

O verme batizado de "Enteropneusta" foi encontrado em diferentes cores e formas. Ele pode estar perto do elo evolucionário entre vertebrados e invertebrados.

Criaturas como esta medusa estão entre os seres bizarros encontrados no fundo do oceano.

Pepino do mar transparente achado sobre a crista que divide o Atlântico em dois.

Outro tipo de pepino do mar que nadava sobre a crista que divide o Atlântico: os pesquisadores ficaram surpresos em observar como os seres em cada lado são diferentes.

Esta criatura se ancora no fundo do mar com ajuda de seus tentáculos.

Versão roxa do verme "Enteropneusta", que vive no norte do Oceano Atlântico.


Fotos:  David Shale
Fonte: UOL Ciência

quarta-feira, 21 de julho de 2010

PRÊMIO PARA O PLANO DE MANEJO DA RPPN RIO DAS LONTRAS

Vídeo da empresa Prosul realça o apoio ao Plano de Manejo da RPPN Rio das Lontras e o prêmio de sustentabilidade ambiental da ADVB SC.



RPPN Rio das Lontras from Oscar R. Júnior / falecomoscar on Vimeo.

Ficha Técnica:
direção MARCIA PARAISO
produção WILL MARTINS
edição/finalização OSCAR R. JUNIOR
agencia 9mm PROPAGANDA
cliente PROSUL
locução TECHNOLÓGICA
assunto RPPN RIO DAS LONTRAS
veiculação EVENTO PROSUL

Plural Filmes

* O Plano de Manejo da RPPN Rio das Lontras teve apoio do Programa de Incentivo às RPPN da Mata Atlântica e Cooperação-técnica da PROSUL, Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI, Parque Nacional da Serra do Itajaí e TIGRINUS Equipamentos para Pesquisa.


O Plano de Manejo é um documento técnico que, usando como base os objetivos gerais de uma Unidade de Conservação, estabelece o seu zoneamento e as normas que devem nortear e regular o uso que se faz da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implementação das estruturas físicas necessárias à gestão da área protegida.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

2010 O ANO DA BIODIVERSIDADE

Cientistas da Austrália documentam criaturas a 1.400 metros de profundidade

Crustáceo encontrado a 1.400 m de profundidade - AFP/Universidade de Queensland

Cientistas do Instituto do Cérebro da Universidade de Queensland, na Austrália, documentaram criaturas a uma profundidade de 1.400 metros abaixo do nível do mar no recife Osprey, a 350 quilômetros de Cairns.

A equipe, liderada pelo professor Justin Marshall, capturou as criaturas com equipamentos de alta tecnologia, como câmeras controladas remotamente.

O recife Osprey faz parte da zona de conservação da Austrália. "Portanto, é fundamental que identifiquemos os ecossistemas e as espécies que habitam a área", explicou o professor.

Os pesquisadores pretendem estudar os olhos e os cérebros dessas criaturas que vivem nas profundezas do mar, onde a pressão é bem maior, para compreender melhor a própria visão humana

Peixe conhecido como "Anglerfish", encontrado na região do recife Osprey - AFP/Universidade de Queensland

Os pesquisadores vão estudar os olhos e os cérebros dos animais encontrados no fundo do mar, como este "hatchetfish", para entender melhor a visão humana - AFP/Universidade de Queensland

Água-viva vermelha que vive no fundo do mar da Austrália, uma das criaturas registradas por pesquisadores da Universidade de Queensland - AFP/Universidade de Queensland

Fonte: UOL Ciência

LONTRINHA

Mamãe Lontra ensina seu filhote a nadar, mas aparentemente ele acha a água meio fria...