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sábado, 21 de dezembro de 2013

CÓDIGO AMBIENTAL CATARINENSE


POR JOÃO DE DEUS MEDEIROS*


 
Deputados catarinenses acabam com a proteção que a lei federal confere aos Campos de Altitude. Segundo definição esquizofrênica do Código Ambiental Catarinense vegetação de campo de altitude só ocorre em áreas acima de 1500m. O campo da foto, por exemplo esta a 1430m, portanto não é Campo de Altitude. Para compreender as motivações segue a altitude dos nossos municípios mais altos: São Joaquim (1358); Urupema (1326); Bom Jardim da Serra (1248).


 
Unidades de Conservação no Código Ambiental Catarinense: Deputados esquecem que devem respeito a Constituição Federal e atropelam a lei do SNUC. Em Santa Catarina criar unidade de conservação só por lei. Faltou o artigo tirando o Estado da Federação. Lamentável.


 
No Principado de Santa Catarina agora criar vaca e porco em APP é atividade de interesse social. Pérolas aos porcos do Novo Código Ambiental de Santa Catarina.


 
Mensagem de Johann Friedrich Theodor Müller (Fritz Müller) que deveria ser lida pelos deputados catarinenses que votaram o Código Ambiental: "Porque o conceito de desenvolvimento não é o de crescer, mas o de progresso de um ainda não diferenciado, que contém o potencial para o de fato diferenciado".
 
 
*João de Deus Medeiros é ambientalista, possui graduação em pela Universidade Federal de Santa Catarina (1984), mestrado em Ciências Biológicas (Botânica) pela Universidade de São Paulo (1989) e doutorado em Ciências Biológicas (Botânica) pela Universidade de São Paulo (1993). Atualmente é Diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente e professor Associado da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Botânica, com ênfase em Anatomia Vegetal, atuando principalmente nos seguintes temas: mata atlântica, biodiversidade, anatomia, biotecnologia e impacto ambiental.
 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

AMBIENTALISTAS NA MIRA

Caçador agride ambientalistas com arma de fogo
 
Silvia Marcuzzo
Caçador saindo de traz do palmiteiro com a arma apontada para Wigold. Foto: Wigold B. Schaffer.

“O que acontece, quando no meio da mata, por detrás dos arbustos, não é um bicho que aparece, mas sim um caçador camuflado e armado, que vem em sua direção com um rifle com mira telescópica apontado diretamente pra você? Pode acontecer um tiro de raspão na mão, por conta do reflexo de defesa da pessoa, mas pode acontecer o pior, que é o que via de regra acaba acontecendo, quando o alvo é um animal”.

Wigold B. Schaffer e Miriam Prochnow, Conselheiros da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), formam vítimas de agressão e ficaram reféns sob a mira de arma de fogo e ameaça de morte por mais de 30 minutos, neste domingo dia 04/08/2013, quando faziam um passeio pela mata de sua propriedade em Atalanta/SC. Saíram de sua casa por volta das 10 horas em companhia de sua filha Gabriela para dar uma caminhada no meio da mata e fazer fotos da flora e fauna. A caminhada transcorria tranquíla e alegre com muitas fotos de pássaros até que, por volta das 10:30h em meio a uma pequena trilha foram atacados de surpresa por um caçador.

Wigold conta que o homem surgiu de repente, com vestimenta camuflada da cabeça aos pés, empunhando uma arma de fogo dessas que utilizam um “pente” de munição e mira telescópica. “Ao perceber algo se movimentando atrás de uns palmiteiros jovens inicialmente pensei tratar-se de algum animal e comecei a fotografar, segundos depois surge o caçador vindo em minha direção com o dedo no gatilho e a arma apontada diretamente para mim”, relata Wigold. Por instinto de fotógrafo, Wigold conta que continuou fotografando a aproximação do agressor e gritou por socorro, já que sua esposa Miriam e sua filha Gabriela vinham uns 50 metros atrás. “O agressor não parou, veio direto em minha direção com a arma apontada, até quase encostar o cano em meu rosto, aí ele tentou arrancar a câmera fotográfica de minhas mãos, nesse momento, num gesto de desespero e reflexo segurei o cano da arma e o desviei do meu corpo, foi quando ele puxou o gatilho e atirou, o tiro passou muito perto do meu peito” conta Wigold.

Após o disparo, Wigold conta que continuou segurando o cano da arma com as duas mãos enquanto o caçador tentava novamente virar o cano e apontar em sua direção, como não obteve êxito passou a agredir violentamente a vítima com chutes, coronhadas e até com a própria máquina fotográfica, que se partiu quando o agressor a bateu na cabeça da vítima.

As agressões foram interrompidas alguns minutos mais tarde com a chegada de Miriam, que estava um pouco atrás. “Ao ouvir o grito de socorro do Wigold e em seguida o disparo da arma, imediatamente pedi que a minha filha Gabriela corresse até em casa e chamasse a polícia, relatou Miriam. Ela também relata que ao chegar perto do local viu o Wigold deitado no chão e o homem batendo nele com a coronha da arma: “Enquanto me aproximava fui tirando fotos para registrar a agressão e ao mesmo tempo reconheci o agressor e o chamei pelo nome”. Ao perceber a aproximação da Miriam e ver que ela também estava registrando o que acontecia, o agressor parou de espancar o Wigold e passou agredir a Miriam na tentativa de também lhe tirar a câmera fotográfica.

Os 2 ambientalistas ficaram ainda por mais de 20 minutos sob a mira da arma do caçador, que sob ameaça queria lhes tirar as câmeras fotográficas. A situação só parou quando Miriam anunciou que a polícia já deveria estar chegando pois a Gabriela saíra em busca de socorro logo após o disparo da arma. Pouco depois, o homem se afastou caminhando de costas, sempre com a arma apontada em direção ao casal, até se embrenhar na mata.

Os ambientalistas Wigold e Miriam, nascidos na região do Alto Vale do Itajaí, tem destacada atuação em defesa da Mata Atlântica. O casal voltou para Atalanta depois de 14 anos trabalhando em Brasília. Wigold trabalhou por mais de 13 anos no Ministério do Meio Ambiente e Miriam fortaleceu a atuação da Apremavi em colegiados de âmbito nacional, como a Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), onde foi Coordenadora Geral. Hoje é Secretária Executiva do Diálogo Florestal Brasileiro e conselheira do Diálogo Florestal Internacional. Os dois são fundadores da Apremavi, que completou 26 anos este ano.

A situação vivida pelos ambientalistas aponta na verdade para uma realidade ambiental grave no Alto Vale do Itajaí e outras regiões de Santa Catarina, que é a caça. A caça de animais nativos é proibida no Brasil, mas continua sendo praticada e com um agravante, ela está sendo praticada por jovens, com equipamentos cada vez mais sofisticados, que acabam não dando nenhuma chance de reação aos animais e também acabam provocando situações como a vivida no último domingo.

As vítimas já denunciaram as agressões junto às Polícias Civil, Militar e Ambiental, bem como ao Ministério Público Estadual e Federal. Nos próximos dias, a Apremavi, juntamente com outras instituições de Santa Catarina e do Brasil, estará deflagrando uma ampla campanha junto aos órgãos públicos para que estes realizem operações de fiscalização da caça, soltura de animais aprisionados e apreensão de armas na região.

Caçador agride Wigold, que está caído no chão.
Foto: Miriam Prochnow

Tentativa de negociação para que o caçador os deixasse ir embora, ambientalista com a mão ferida..
Foto: Miriam Prochnow 


Fonte: APREMAVI

 

sábado, 18 de maio de 2013

A ÚLTIMA ONÇA-PINTADA EM SANTA CATARINA

A morte da última pintada da serra catarinense
 
 A onça, já morta, é transportada pelas ruas de Urubici
 
A última onça-pintada (Panthera onca) do planalto serrano catarinense foi morta na tarde de 29 de janeiro de 1972, na fazenda da Pedra Branca, no interior de Urubici. Estava na mira do capataz da fazenda desde a noite anterior, quando havia desossado um cavalo a poucos metros da propriedade.
Ela morreu brigando: antes de cair dura no chão, vítima de um disparo certeiro no coração, a onça de 84 kg, um metro e meio de comprimento e 55 centímetros de cauda desferiu uma patada, na parte esquerda do rosto do capataz, que o marcou para toda a vida.
 
O destino da onça-pintada foi selado pelo padre João Alfredo Rohr, considerado o pai da arqueologia catarinense. Além dos estudos com resquícios de sambaquis ao longo do litoral do estado, pelo qual levou a fama, padre Rohr seguia o ofício, tradicional entre missionários jesuítas, de empalhar de animais silvestres.
 
Ele comprou a carcaça da onça para que, depois de empalhada, virasse objeto de pesquisa dos três mil estudantes por ano que visitam o museu de história natural que leva o nome do pároco, no sótão do Colégio Catarinense, em Florianópolis.
 
Dez anos mais tarde apareceria a última pintada em liberdade em Santa Catarina, encontrada no município de Rio Negrinho, na divisa com o Paraná, para ter destino semelhante ao da onça de Urubici: ser morta e empalhada por um caçador que, como Ermelino, não fazia idéia da importância da preservação dos maiores predadores da região até então.
 
Apesar de já terem habitado toda a região, há poucos registros no sul do Brasil de onças-pintadas, felino imortalizado em contos de Guimarães Rosa, como Meu Tio, O Iuauretê. Até os anos 40, as pintadas eram alvo fácil de caçadores contratados por fazendeiros para "desonçar" a região, assim como Preto Tiodoro na história de Guimarães Rosa, e Ermelino, em Urubici.
 
A caça e a derrubada das matas nativas aceleraram sua extinção nas décadas seguintes. Desde os anos 1990, as pintadas em liberdade são vistas circulando por regiões da serra do Mar e do Parque do Iguaçu, ambos no Paraná, e pelo Parque do Turvo, no noroeste do Rio Grande do Sul, apenas em fotografias tiradas no meio do mato.
 
Há um corredor ecológico ligando as onças gaúchas e paranaenses, que viajam pela Argentina, ao largo do território catarinense, em busca de novos territórios. As pintadas não entram mais em Santa Catarina devido ao grau de devastação das florestas originais de Mata Atlântica no oeste do estado, que deram espaço para a exploração agrária da região, conhecido celeiro agrícola devido à produção de cereais e suínos.


Fonte: Matéria publicada em setembro de 2008 / ClicRBS
Foto: Orquiso Rei de Oliveira, Divulgação

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

BESOUROS ESCARABEÍNEOS

 
"Associação entre besouros escarabeíneos e mamíferos terrestres de médio e grande porte da floresta Atlântica em Santa Catarina"
 
Biólogos da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC - realizam pesquisas com insetos como indicadores de conservação ambiental na Mata Atlântica
 
Na visita em dezembro à RPPN Rio das Lontras - da esquerda para a direita - Dra. Malva Isabel Medina Hernández,  Fernando José Pimentel Teixeira, Christiane de Souza Pimentel Teixeira, Juliano André Bogoni e Renata Calixto Campos
 
Logo a caminhada buscando os carreiros de mamíferos já mapeados em pesquisas anteriores
 
Um grande prazer caminhar em meio à Mata Atlântica
 
Sempre há surpresas e algo me chama a atenção no chão
 
Flagrante de uma bela e curiosa aranha (Ctenus cf. ornatus) carregando seus ovos

Exoesqueleto de uma cigarra
 
Névoa típica do bioma Mata Atlântica 
 
Uma bela orquídea - uma das maiores famílias de plantas existentes
 
A incrível variedade biológica da floresta sempre encanta
 
O design magnífico das folhas de um xaxim
 
Bactris setosa - Nomes populares: Tucum, coco-de-natal, marajá, tucum-bravo, tucum-pitanga, tucunzeiro, uva-do-mato. Os frutos são comestíveis, possuindo polpa fibrosa e suculenta, surgindo daí um dos seus nomes populares: uva-do-mato. As amêndoas podem ser consumidas ao natural ou torradas para usos diversos, sendo ricas em lipídios, servem também para extração de óleo alimentício
 
Detalhe do tronco de uma embaúba...
 
A embaúba pode chegar a quinze metros de altura. Pertence ao estrato das plantas pioneiras da Mata Atlântica. É também chamada de árvore-da-preguiça, pois seus frutos e folhas são o alimento preferido deste animal. Também possui características medicinais
 
 Uma pausa para um lanchinho
 
 Biscoitinhos de polvilho com erva-doce...
 
 Receita muito antiga de família
 
 Juliano e Renata instalaram diversas armadilhas pela mata
 
Com o objetivo de capturar o maior número de besouros escarabeíneos possível
 
 Armadilha instalada
 
48 horas depois os pesquisadores voltaram à campo para a coleta 
 
E o resultado foi extraordinário!

 Centenas de insetos foram capturados nas 48 horas e levados para o laboratório
 
 Uma variedade impressionante!
 
E muito trabalho pela frente

Incluindo a identificação das várias espécies

Uma bela variedade

Uma pequena amostra da grande biodiversidade das nossas florestas

Muito que se pesquisar

 E o muito em trabalho de educação e preservação ambiental
 
Um pequeno e curioso registro bem no meio do rio dividindo propriedades: Um beija-flor paira no ar. Talvez confuso. De um lado Mata Atlântica preservada, do outro monocultura de exóticas. 

Um registro no fim do dia onde pegamos muita chuva, uma bela caminhada e a sensação de um gostoso e importante trabalho de pesquisa - pois só podemos proteger aquilo que conhecemos!
 
 
* Fotos: Arquivo RPPN Rio das Lontras e Juliano Bogoni



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

POBRE SANTA CATARINA

Inventário Florístico Florestal mostra que Biodiversidade arbórea de SC reduziu

Ao todo, foram monitoradas 400 áreas entre 2007 e 2011 com o apoio de engenheiros florestais, biólogos, escaladores, auxiliares e estudantes
 
Foto: RPPN Rio das Lontras
 

Agência Brasil
 
As equipes responsáveis pelo Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina monitoraram mais de 400 áreas entre 2007 e 2011. Neste período, profissionais de várias áreas, como engenheiros florestais, biólogos, escaladores, auxiliares e estudantes, coletaram materiais e entrevistas e analisaram estes dados. Foram registradas mais de 2,3 mil espécies de plantas vasculares, entre as quais 860 espécies arbóreas e arbustivas, 560 epífitos, 270 lianas, 315 pteridófitas (samambaias), além de 707 ervas terrícolas.
 
Os números mostram que 50% de todas as espécies registradas em levantamentos feitos há 23 anos ainda estão presentes nestas áreas. Apesar disto, os pesquisadores alertam que existe uma drástica redução da biodiversidade de espécies arbóreas na comparação com os levantamentos realizados há 50 anos, principalmente entre as espécies naturalmente raras, que sempre ocorreram em pequena quantidade e em poucos locais ou locais muito restritos. Pelo menos 32% das espécies arbóreas e arbustivas foram encontrados com menos de dez indivíduos.
 
A principal razão apontada pelos pesquisadores para a situação alarmante é a redução da área florestal no estado. De acordo com o levantamento, menos de 5% das florestas tem características de florestas maduras, enquanto mais de 95% dos remanescentes florestais do estado são florestas secundárias, formadas por árvores jovens de espécies pioneiras e secundárias, com troncos finos e altura de até 15 metros e baixo potencial de uso.
 
“Estas florestas têm menos da metade do estoque original de madeira e de biomassa e um número muito reduzido de espécies arbóreas e arbustivas. Pesa assim o fato de 90% dos fragmentos florestais de Santa Catarina terem área menor que 50 hectares. Os efeitos do pequeno tamanho das áreas florestais e de seu uso inadequado resultam em um significativo empobrecimento da floresta e na simplificação de sua estrutura”, destaca o Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina. Estas interferências e novas características, segundo especialistas, podem prejudicar as funções protetoras do solo e dos mananciais e a função da floresta como reservatório de carbono e guardião da biodiversidade.
 
Os vilões responsáveis por estas mudanças nas florestas catarinenses, segundo a conclusão das equipes, são as constantes intervenções humanas na floresta, como a exploração indiscriminada de madeira, roçadas e o pastoreio de bovinos.
 
O Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina foi realizado entre 2007 e 2011 pelo Serviço Florestal Brasileiro, Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Universidade Federal de Santa Catarina, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Universidade Regional de Blumenau (Furb) e governo de Santa Catarina.


domingo, 1 de janeiro de 2012

ANDORINHAS

Primeiro dia do ano. Abro a janela e vejo algum movimento no telhado.


Aliás, quatro movimentos: Lindos filhotes de andorinhas.


Logo chega a comida.


Os filhotinhos de andorinhas mostram apetite.


É um vai e vem danado dos pais.


A família inteira vem conferir. Aqui, Tom observa atento.


Troca de olhares. Respeito ao meio ambiente se começa desde cedo.


Andorinha-pequena-de-casa

A andorinha-pequena-de-casa está quase sempre presente em nosso dia-a-dia e na maior parte dos locais onde ocorre basta olhar para o céu em dias de tempo bom que elas estarão lá, dando um verdadeiro show com suas acrobacias aéreas enquanto caçam insetos voadores.

Características
As partes superiores são azul-metálicas, mas dependendo da incidência da luz parecem negras. As asas e a cauda são negras, inclusive nas partes inferiores. A região negra da parte inferior da cauda vai até a altura da cloaca, o que a distingue da andorinha-de-sobre-branco (Tachycineta leucorrhoa). A divisão das cores é bem nítida. Não há manchas brancas nas partes escuras, nem manchas escuras na parte branca, o que a diferencia das outras andorinhas brasileiras, a não ser da andorinha-doméstica-grande (Progne chalybea), que é bem maior. Mede cerca de 13 cm.

Alimentação
Sobrevoam os mais variados tipos de formações vegetais, mas são especialmente abundante em campos, especialmente na época de revoadas de formigas e cupins alados, quando formam bandos de dezenas de indivíduos nas áreas dos formigueiros e cupinzeiros.

Reprodução
Na natureza essas aves usam buracos em barrancos, escarpas e rochas tanto para nidificar quanto para pernoitar. Este hábito representou uma pré-adaptacao desta ave ao meio urbano, que se sente muito a vontade nas frestas de telhados ou qualquer outro espaço em nossas construções. O ninho é uma tigela feita de palha, as vezes cimentada com fezes de gado e recoberta por penas. Os ovos, geralmente de 3 a 5, são incubados pela fêmea enquanto o macho a alimenta. O casal se reveza na alimentação dos filhotes.

Hábitos
Passam a maior parte do dia voando, só pousando em árvores, antenas e fios de eletricidade para descansar ou quando o tempo está ruim.
É migratória, especialmente nos locais mais frios, mas ao contrário de outras espécies de andorinhas não realiza migrações muito longas.
Às vezes é vista fazendo vôos rasantes sobre lagos para beber água. Tem grande afinidade pelas habitações humanas. Muitas vezes são vistas voando dentro de grandes igrejas, e por isto são muito respeitadas. Faz seus ninhos em cavidades, próximos uns dos outros, formando colônias. Gostam de pousar em fios elétricos, em grande número. Algumas não gostam muito do frio e migram para passar o inverno em outras regiões mais ao norte. Têm um vôo um pouco irregular, já que ficam para lá e para cá procurando insetos. Algumas árvores floridas, como as tipuanas, atraem insetos e as andorinhas logo aparecem e ficam borboleteando por sobre as copas.

Distribuição Geográfica
É uma das aves com distribuição mais ampla na América Latina, ocorrendo desde a Costa Rica até a Terra do Fogo, assim como desde o nível do mar até os Andes.


Fonte: WikiAves