Páginas

Mostrando postagens com marcador árvores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador árvores. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

POBRE SANTA CATARINA

Inventário Florístico Florestal mostra que Biodiversidade arbórea de SC reduziu

Ao todo, foram monitoradas 400 áreas entre 2007 e 2011 com o apoio de engenheiros florestais, biólogos, escaladores, auxiliares e estudantes
 
Foto: RPPN Rio das Lontras
 

Agência Brasil
 
As equipes responsáveis pelo Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina monitoraram mais de 400 áreas entre 2007 e 2011. Neste período, profissionais de várias áreas, como engenheiros florestais, biólogos, escaladores, auxiliares e estudantes, coletaram materiais e entrevistas e analisaram estes dados. Foram registradas mais de 2,3 mil espécies de plantas vasculares, entre as quais 860 espécies arbóreas e arbustivas, 560 epífitos, 270 lianas, 315 pteridófitas (samambaias), além de 707 ervas terrícolas.
 
Os números mostram que 50% de todas as espécies registradas em levantamentos feitos há 23 anos ainda estão presentes nestas áreas. Apesar disto, os pesquisadores alertam que existe uma drástica redução da biodiversidade de espécies arbóreas na comparação com os levantamentos realizados há 50 anos, principalmente entre as espécies naturalmente raras, que sempre ocorreram em pequena quantidade e em poucos locais ou locais muito restritos. Pelo menos 32% das espécies arbóreas e arbustivas foram encontrados com menos de dez indivíduos.
 
A principal razão apontada pelos pesquisadores para a situação alarmante é a redução da área florestal no estado. De acordo com o levantamento, menos de 5% das florestas tem características de florestas maduras, enquanto mais de 95% dos remanescentes florestais do estado são florestas secundárias, formadas por árvores jovens de espécies pioneiras e secundárias, com troncos finos e altura de até 15 metros e baixo potencial de uso.
 
“Estas florestas têm menos da metade do estoque original de madeira e de biomassa e um número muito reduzido de espécies arbóreas e arbustivas. Pesa assim o fato de 90% dos fragmentos florestais de Santa Catarina terem área menor que 50 hectares. Os efeitos do pequeno tamanho das áreas florestais e de seu uso inadequado resultam em um significativo empobrecimento da floresta e na simplificação de sua estrutura”, destaca o Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina. Estas interferências e novas características, segundo especialistas, podem prejudicar as funções protetoras do solo e dos mananciais e a função da floresta como reservatório de carbono e guardião da biodiversidade.
 
Os vilões responsáveis por estas mudanças nas florestas catarinenses, segundo a conclusão das equipes, são as constantes intervenções humanas na floresta, como a exploração indiscriminada de madeira, roçadas e o pastoreio de bovinos.
 
O Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina foi realizado entre 2007 e 2011 pelo Serviço Florestal Brasileiro, Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Universidade Federal de Santa Catarina, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Universidade Regional de Blumenau (Furb) e governo de Santa Catarina.


sábado, 26 de maio de 2012

VIVA A MATA 2012: OFICINA RPPN RIO DAS LONTRAS

A RPPN Rio das Lontras promoveu durante o Viva a Mata 2012 - o maior evento brasileiro em prol da Mata Atlântica - realizado no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, a Oficina "Engolindo Árvores com os Olhos", com a artista Ana Teixeira*.

Ana chega com o material para o primeiro dos três dias do evento

Antes dos trabalhos um registro em frente ao banner da RPPN Rio das Lontras no estande das Áreas Protegidas

Os primeiros participantes experimentam sensações

A proposta da oficina é um olhar aguçado e curioso sobre a natureza...

...visando romper os estereótipos usados pelas crianças na hora de desenhar uma árvore

 Chris também coloca em prática a ideia

As crianças - e adultos - são convidadas a engolir árvores com os olhos, isto é, a esmiuçar de maneira visual e tátil, detalhes de suas formas, texturas e cores

...para logo formarem rodas e desenhos

Usando praticamente todo material originado de árvores:

Pranchetas;

Tinta natural de extrato de nogueira;

Palitos e...

...papel

O resultado é o rompimento com os padrões usuais dos desenhos de árvores, propiciando às crianças a oportunidade de produzir imagens mais autônomas e visualmente mais elaboradas

Ana explica que isso só é possível porque as crianças são instigadas a olhar com curiosidade e atenção estes “seres” que estão quase sempre tão perto e, talvez, por isso mesmo, são tão invisíveis: as árvores

E ainda, elas são estimuladas a confiar no que vêem e em sua capacidade de colocar no papel o resultado deste olhar

Engolir árvores com os olhos é um ato de coragem e quanto mais crianças ousarem cometê-lo, mais sua atenção estará voltada para a natureza e os dilemas todos de sua preservação

Mas adultos também participam com afinco, como o Eraldo, proprietário da RPPN El Nagual, no Rio de Janeiro

Ou o Marcos, do Geopark, de Araripe

Ecosurfi na onda

Galera antenada com arte presente

Aqui a jornalista e educadora ambiental Daniela Venturato Giori, da Associação de Proprietários de RPPN de Mato Grosso do Sul, a REPAMS

Era nítida a satisfação das pessoas com o trabalho realizado

Desenhos em família

Foram três dias muito proveitosos

Com certeza marcante para quem participou

Sensibilizando

Motivando

"Engolindo Árvores com os Olhos"

Chris e sua obra


Agradecimentos especiais:
Ana Teixeira
Fundação SOS Mata Atlântica

*Ana Teixeira é artista e mestre em Poéticas Visuais pela USP. Tem participado de exposições individuais e coletivas dentro e fora do Brasil. Ministra cursos sobre arte e promove encontros reflexivos em bienais, museus e galerias. É representada pela Baró Galeria, em São Paulo e seus trabalhos podem ser vistos no endereço eletrônico: www.anateixeira.com.

Veja AQUI matéria da TV Cultura sobre outros trabalhos seus.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

VIVA A MATA 2012: VETA, DILMA!

Chris representou a RPPN Rio das Lontras na mobilização "Veta Tudo, Dilma!", realizada no Parque do Ibirapuera durante o Viva a Mata 2012.

Roberto Cândido: pela restauração das florestas

Bello Monteiro, mobilizador

Biólogos Tan e Rogério visitando o estande das Áreas Protegidas e mandando o recado

Pedido internacional: O eslovaco Peter aumenta o coro

Desenhando árvores com papel, prancheta, tinta natural e palito: tudo vindo das árvores

Carla Kurle, da RPPN Maragato e Marcos Alan, do Geopark: uniformizados

Palanque em prol das florestas

O azul e o verde no Veta, Dilma!

João Malavolta, do Ecosurfi: na onda

Por um ar mais puro

Em respeito a bandeira

Porque o "Nosso verde também depende do azul"

Levando o recado aos céus

Lais Catherine Sonkin procurando uma sombra

Monumental

Por todos os lados o recado dado

Até no céu

Sonia Widmann, sabe o que diz!

Mariana Machado, do bem!

Apoio canino

Viva a Mata 2012, 2013, 2014...

Bandeira levantada

Clayton Lino contra ideias cavernosas

Pelo nosso verde

O ator e ambientalista Victor Fasano e a Dilma...

Firmando o compromisso

Agora é com você, presidenta Dilma!