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segunda-feira, 8 de abril de 2013

JUDY McALLISTER

Faltam lideranças sustentáveis
 
Judy McAllister é escritora e especialista em sustentabilidade
 
 
por Lucas Toyama
 
Judy McAllister utiliza sua vasta experiência em assuntos relacionados à preservação do meio ambiente para afirmar categoricamente que o ser humano, a despeito de todo o blá-blá-blá que elaborou, ainda está muito aquém de fazer o que seria necessário para ser sustentável. Resultado disso é que as companhias, que “detêm um poder incrível para ditar tendências para a sociedade como um todo”, como ela mesma afirma, também fazem pouco, alimentando um círculo vicioso baseado na profusão de discurso e na carência de ações efetivas.
 
Canadense, ela se mudou em 1977 para a Escócia, quando se tornou membro da comunidade da Fundação Findhorn, da qual foi coordenadora geral por cinco anos. Lá, usou sua paixão por gente e natureza para estimular o desenvolvimento – pessoal e espiritual – dos membros da organização - uma comunidade, uma ecovila e um centro internacional de educação holística, cuja finalidade principal é despertar uma nova consciência no homem e criar um futuro mais positivo e sustentável.
 
Em recente passagem pelo Brasil, Judy conversou com o CanalRh e discorreu sobre suas visões em relação ao tema sustentabilidade, falou sobre a pouca atenção que o assunto ainda recebe e apontou um agente com grande força para reverter a situação: as empresas. Confira.
 
"A arrogância do homem em sua visão em relação à natureza é apavorante"
 
CanalRh - Quando despertou para a importância da preservação do planeta?
Judy McAllister: Eu sempre me interessei pela natureza. No final dos anos 70 visitei a Findhorn Foundation, da Escócia, e tomei consciência do instigante mundo natural. Daí foi um pulo para eu entender a condição do planeta e os efeitos das ações dos humanos sobre ele. Eu tenho tido oportunidade de viajar muito. Isso tem me permitido ver um extenso espectro dos mundos natural e humano, o que é bastante rico. Eu testemunhei o desaparecimento de habitats e vi criaturas magníficas em seus próprios ambientes. A escala e o escopo da degradação que nós humanos temos causado são assustadores para mim. A arrogância do homem em sua visão em relação à natureza é apavorante. Parece que a gente pensa que é isento das leis universais que regem o mundo natural. Mas nós não somos.
 
CanalRh - Por que veio ao Brasil?
Judy: Eu vim a primeira vez no final dos anos 90 para dar aulas num programa de treinamento de duas semanas. Eu me apaixonei pelas pessoas e pela natureza. Voltei em 2008 como assistente de Dorothy Maclean (escritora e educadora canadense e uma das fundadoras da Findhorn Foundation, na Escócia), quando ela veio lançar uma edição em português de um de seus livros. Desde então, voltei algumas vezes, por diversos motivos. Algumas de minhas atividades criaram raízes e se desenvolveram de forma que eu jamais poderia imaginar. Eu descobri que a vida tem formas de se revelar se eu simplesmente seguir os sinais. É bem isso o que acontece na minha relação com o Brasil.
 
"Acho que as companhias têm um papel vital. Elas detêm um poder incrível para ditar tendências para a sociedade"
 
CanalRh - Como funciona a Findhorn Foundation?
Judy: A Findhorn Foundation é uma instituição de caridade focada no trabalho educacional. Sua principal fonte de renda são workshops, seminários e conferências que acontecem o ano todo. Cerca de 125 pessoas de 40 países moram e trabalham na Fundação. Nós hospedamos, por ano, mais de 4 mil pessoas de aproximadamente 60 países, com milhares de outros visitantes que passam algumas horas ou dias com a gente. Ao redor da Fundação cresceu uma comunidade de pessoas que trabalham para si mesmas, em negócios pequenos e independentes. É um lugar inacreditavelmente diverso e dinâmico que está completando 50 anos.
 
CanalRh - Dinamismo, abundância de informação e desenvolvimento rápido da tecnologia são fatores que facilitam ou dificultam o pensamento sustentável?
Judy: As duas coisas. Esses fatores permitem que mais e mais pessoas se tornem conscientes da necessidade de ser sustentável em todos os níveis. A disponibilidade da informação e o fato de a tecnologia se tornar mais acessível tornam possível que pessoas vivam e trabalhem de maneira sustentável. Infelizmente, o exagero de informação leva a uma saturação que pode ser perigosa, sobretudo no que diz respeito ao excesso de possibilidades. Como a gente escolhe um caminho entre tantos? Para cada teoria há outra que a refuta de forma consistente. Como decidimos em quem acreditar? Isso tudo pode fazer com que as pessoas desistam e deleguem a questão para os “especialistas”.

CanalRh - Pegam um atalho mais fácil...
Judy: Muitas vezes, sim. Esse excesso de possibilidades leva as pessoas a fazerem escolhas mais confortáveis para elas e deixarem para trás outras tantas. No entanto, sustentabilidade é multidimensional. Ela envolve diversas áreas e precisa olhar para questões como comida, cultura, educação, trabalho, espiritualidade, recursos naturais, energia, gerenciamento de lixo, transporte, saúde, moradia. Não tem, portanto, como isolar um assunto.
 
CanalRh - Você acredita que as pessoas estão conscientes da importância de ser sustentável?
Judy: Não. As pessoas ainda não entenderam. Sustentabilidade se tornou uma palavra muito falada, mas pouco praticada. Ainda existe muita ignorância em relação à profundidade que o tema exige. Se as pessoas realmente têm acesso à informação, elas têm medo de agir ou negam a verdade de nossa coletividade, o que significa que a maioria prefere não enxergar a verdade das mudanças de clima, por exemplo, e dos níveis de crescimento não sustentáveis.
 
"O fato é simples: o planeta não é grande o suficiente para todos nós continuarmos vivendo da forma que vivemos"
 
 
CanalRh - Qual o principal erro das pessoas em relação à sustentabilidade?
Judy: Eu diria que são dois. O primeiro é o pensamento de que não podemos lidar com o assunto. O segundo é a ideia de que sustentabilidade, de alguma maneira, significa mudar para um estilo de vida que parece ser caduco. A gente peca em não entrar de vez no assunto. Sustentabilidade de fato significa uma simplificação de nosso estilo de vida – uma forma de viver com muito menos consumo, o que é bem diferente de viver com um padrão mais baixo. Hoje, muitas pessoas afirmam que querem a sustentabilidade, mas não querem, realmente, encarar as mudanças que ela exige. No mundo ocidental, torna-se muito desconfortável olhar para aquilo de que temos que abrir mão para ter uma vida sustentável. O fato é simples: o planeta não é grande o suficiente para todos nós continuarmos vivendo da forma que vivemos. Mas é grande o suficiente para todos nós, se vivermos de maneira mais inteligente, com mais consciência e menos desperdício.
 
CanalRh - Do que as pessoas precisam, afinal, para agir de maneira sustentável?
Judy: Comprometimento, dedicação e vontade de andar em direção a uma batida diferente da que se toca hoje. Isso exige o desejo de reduzir alguns excessos para se ter outros ganhos. Ser sustentável frequentemente pode ser mais caro e menos conveniente no curto prazo.
 
CanalRh - Por quê?
Judy: Porque exige mudanças e concessões.
 
CanalRh - O Brasil tem se tornado mais sustentável?
Judy: Não tenho muito conhecimento para afirmar, afinal não moro aqui. Todavia, eu tenho tido o privilégio de encontrar pessoas envolvidas com a questão da sustentabilidade e elas dizem que, se por um lado o País está fazendo progressos, por outro ele tem sido lento demais. Aqui você encontra recursos em abundância. As cores, a vibração, a diversidade e a autenticidade de muitas coisas que aqui se encontram me fazem rir e chorar. Eu imagino o potencial que o Brasil tem para tornar a sustentabilidade num conceito de larga escala. Os brasileiros poderiam ser os líderes em boas práticas e inovação – recursos para isso não faltam.
 
CanalRh - Quais as principais atribuições das empresas em questões ligadas à sustentabilidade?
Judy: Acho que as companhias têm um papel vital. Elas detêm um poder incrível para ditar tendências para a sociedade como um todo. Elas têm as estruturas e os recursos para promover mudanças e reeducar os corações e mentes que podem alimentar o comprometimento com a sustentabilidade.
 
CanalRh - Os projetos de sustentabilidade que muitas empresas criam são de fato funcionais ou ainda pertencem a uma esfera de marketing objetivando assegurar boas imagem e reputação?
Judy: Com o risco de me tornar impopular, eu acho que muitas iniciativas caem na segunda categoria. É claro que existem algumas companhias que estão genuinamente aprofundando a questão e fazendo mudanças que vão ao encontro da sustentabilidade. Ser sustentável exige que a gente olhe não apenas para algo específico, mas para um contexto. Se uma empresa fabrica produtos ou utiliza processos que são nocivos ao ar, à água ou ao solo, mas usa papel reciclado e tem um projeto de redução do consumo de energia, ela não é exatamente sustentável. Do outro lado da equação, há companhias que produzem produtos “eco-amigáveis” e que tampouco são sustentáveis. Nós precisamos olhar além dos produtos e avaliar suas cadeias de suprimentos e de distribuição, suas políticas de contratação e seus processos produtivos. Sustentabilidade não é simples, mas é essencial para o futuro do planeta.
 
CanalRh - Qual a importância das lideranças no mundo corporativo para pensamentos e ações sustentáveis?
Judy: Total. Se os líderes das empresas colocassem a sustentabilidade no maior senso de prioridade em seus planejamentos estratégicos, o progresso em relação ao tema como um todo se moveria a uma velocidade jamais vista. Contudo, para fazer isso, seria necessário deixar para trás alguns dos alvos mais estimados pelo universo corporativo: renunciar ao resultado financeiro a qualquer custo, aceitar reduzir as margens, repensar formas de produção, estabelecer novos critérios para a seleção de matéria prima, diminuir os bônus daqueles que estão no topo. O mundo corporativo ainda não abraçou completamente o triplo bottom line, o que me leva a crer que a sustentabilidade genuína vai demorar um tempo para ter o espaço que realmente deveria.
 
CanalRh - Se pudéssemos falar em uma liderança sustentável qual seriam suas características e responsabilidades?
Judy: Com todo o respeito, acredito que essa questão é parte do problema. Ela reflete a tendência de adicionar a palavra “sustentabilidade” a outra palavra ou termo de forma que nos faça acreditar que temos algo totalmente novo à nossa frente. Eu tenho alguns pensamentos sobre os modelos de lideranças que existem e as marcas pelos quais são reconhecidos. Para mim, liderança não é algo que você faz, mas uma postura que você tem dentro de você e que envolve um senso de responsabilidade pessoal. Liderança é essencialmente um ato de serviço. Esse tipo de liderança não é baseado no que você sabe sobre as ideias do outro, mas na sua habilidade de gerar ideias e respostas para situações que os seus recursos não permitem. Portanto, está mais relacionado ao quão bem você se conhece.

Fonte: CanalRh


domingo, 31 de março de 2013

OLHOS NOS OLHOS

Fotógrafo revela cores e desenhos em detalhes de aranhas saltadoras
 
 
 
O fotógrafo norte-americano Thomas Shahan é um especialista em macrofotografia, técnica que usa lentes especiais para registrar detalhes que não são vistos a olho nu.

A técnica permitiu que o fotógrafo capturasse nuances de aranhas saltadoras do Estado norte-americano do Arizona.

"A verdadeira emoção vem não apenas do registro dos seus comportamentos, mas de observar a imensa variedade e beleza de suas marcas faciais."

As saltadoras registradas por ele representaram um desafio extra, já que muitas tem seus corpos cobertos por manchas pretas e marrons e vivem em terrenos arenoso e rochosos, fazendo com que elas se tornassem quase ''invisíveis''.

Shahan se disse particularmente fascinado com o ritual de acasalamento desses animais, que ele descreve como ''complexas danças''.
 

Pesquisadoras do Laboratório Elias investigaram adaptações de comunicação e comportamentais das aranhas, inclusive aquelas ligadas à seleção sexual. Nesta ocasião, a equipe estudava o comportamento de acasalamento da família da aranha saltitante (salticidae), como essa aranha "Habronattus virgulatus" - Thomas Shahan

As salticidae - em especial, as espécies "habronattus" - muitas vezes seguem complexos rituais de acasalamento, que envolvem movimentos rápidos das pernas e dos palpos. Shahan descreve o processo como sendo ""complexas danças"", como o da "Habronattus pugilis", mostrada acima. Uma coisa "muito selvagem", diz o fotógrafo Thomas Shahan
 
Uma série de aranhas "habronattus", como a fêmea exibida acima, foram recolhidas nas montanhas de Santa Rita, ao sul de Tucson, no Estado norte-americano do Arizona. As imagens de Shahan foram feitas usando uma Pentax K-x, tubos de extensão e uma lente invertida de 50 milímetros - Thomas Shahan
 
Pesquisas genéticas adicionais serão necessárias para determinar se a aranha é um híbrido irregular ou uma espécie nova. Shahan comenta que "a verdadeira emoção vem não apenas do registro do seu comportamento, mas de observar a imensa variedade e beleza de suas marcas faciais" / Thomas Shahan

Encontrar as pequenas aranhas não foi uma tarefa fácil. De acordo com Shahan, "estas aranhas são muito difíceis de detectar. Elas costumam ter manchas marrons e pretas e costumam ficar em áreas arenosas e rochosas, o que faz com que sejam quase invisíveis" - Thomas Shahan
 
O fotógrafo comenta que considera "as aranhas saltadoras uma fonte para gerar admiração pelas aranhas, já que são animais coloridos, ornamentados e belos, que fazem com que muitos as considerem atraentes. Eu amo as "salticidae" - e simplesmente quero que mais pessoas as amem também" - Thomas Shahan



domingo, 10 de março de 2013

IMPOTÊNCIA HUMANA

Poluente que afeta lontra prejudica fertilidade masculina humana
 
Laura Rauch/AFP
Poluentes químicos que causaram a diminuição dos pênis das lontras podem deixar homens impotentes, diz pesquisa britânica
 
Poluentes químicos jogados nos rios do Reino Unido estão afetando seriamente a reprodução das lontras, indica longo estudo feito na Universidade de Cardiff, na Inglaterra. Biólogos detectaram aumento de cistos no canal que carrega o esperma, má formação nos testículos, além da diminuição do tamanho dos pênis dos machos.

A pesquisa sugere que os problemas detectados na espécie pode afetar também a saúde sexual dos homens, causando a redução da contagem de esperma, tumores nos testículos e até impotência.

"Essas descobertas nos animais ressaltam que é hora de acabar com a complacência sobre os efeitos de poluentes na saúde reprodutiva masculina", ressalta comunicado do projeto de Lontras da Universidade.

"Os efeitos reportados nas lontras podem ser causados pelos mesmos produtos químicos suspeitos de causar câncer nos testículos e redução da contagem de esperma de humanos, o que afeta a reprodução masculina."

As biólogas Elizabeth Chadwick e Eleanor Kean, autoras do estudo, afirmam que veem relação entre os desreguladores endócrinos (substâncias químicas com propriedades que desequilibram o sistema endócrino de um organismo intacto e sua descendência) achados nas águas da costa britânica e os problemas de impotência dos homens.

De acordo com Sbem-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo), cerca de "11 milhões de desreguladores endócrinos são produzidos mundialmente, alguns dos quais o ser humano tem contato diário, por meio da contaminação de alimentos, da poluição do ar ou da água".

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

BESOUROS ESCARABEÍNEOS

 
"Associação entre besouros escarabeíneos e mamíferos terrestres de médio e grande porte da floresta Atlântica em Santa Catarina"
 
Biólogos da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC - realizam pesquisas com insetos como indicadores de conservação ambiental na Mata Atlântica
 
Na visita em dezembro à RPPN Rio das Lontras - da esquerda para a direita - Dra. Malva Isabel Medina Hernández,  Fernando José Pimentel Teixeira, Christiane de Souza Pimentel Teixeira, Juliano André Bogoni e Renata Calixto Campos
 
Logo a caminhada buscando os carreiros de mamíferos já mapeados em pesquisas anteriores
 
Um grande prazer caminhar em meio à Mata Atlântica
 
Sempre há surpresas e algo me chama a atenção no chão
 
Flagrante de uma bela e curiosa aranha (Ctenus cf. ornatus) carregando seus ovos

Exoesqueleto de uma cigarra
 
Névoa típica do bioma Mata Atlântica 
 
Uma bela orquídea - uma das maiores famílias de plantas existentes
 
A incrível variedade biológica da floresta sempre encanta
 
O design magnífico das folhas de um xaxim
 
Bactris setosa - Nomes populares: Tucum, coco-de-natal, marajá, tucum-bravo, tucum-pitanga, tucunzeiro, uva-do-mato. Os frutos são comestíveis, possuindo polpa fibrosa e suculenta, surgindo daí um dos seus nomes populares: uva-do-mato. As amêndoas podem ser consumidas ao natural ou torradas para usos diversos, sendo ricas em lipídios, servem também para extração de óleo alimentício
 
Detalhe do tronco de uma embaúba...
 
A embaúba pode chegar a quinze metros de altura. Pertence ao estrato das plantas pioneiras da Mata Atlântica. É também chamada de árvore-da-preguiça, pois seus frutos e folhas são o alimento preferido deste animal. Também possui características medicinais
 
 Uma pausa para um lanchinho
 
 Biscoitinhos de polvilho com erva-doce...
 
 Receita muito antiga de família
 
 Juliano e Renata instalaram diversas armadilhas pela mata
 
Com o objetivo de capturar o maior número de besouros escarabeíneos possível
 
 Armadilha instalada
 
48 horas depois os pesquisadores voltaram à campo para a coleta 
 
E o resultado foi extraordinário!

 Centenas de insetos foram capturados nas 48 horas e levados para o laboratório
 
 Uma variedade impressionante!
 
E muito trabalho pela frente

Incluindo a identificação das várias espécies

Uma bela variedade

Uma pequena amostra da grande biodiversidade das nossas florestas

Muito que se pesquisar

 E o muito em trabalho de educação e preservação ambiental
 
Um pequeno e curioso registro bem no meio do rio dividindo propriedades: Um beija-flor paira no ar. Talvez confuso. De um lado Mata Atlântica preservada, do outro monocultura de exóticas. 

Um registro no fim do dia onde pegamos muita chuva, uma bela caminhada e a sensação de um gostoso e importante trabalho de pesquisa - pois só podemos proteger aquilo que conhecemos!
 
 
* Fotos: Arquivo RPPN Rio das Lontras e Juliano Bogoni