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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

RPPN SUMO D'ORO


O simpático casal Fernandez e Rosário estão criando a RPPN Sumo D'oro, em bela região de Mariana, Minas Gerais. Por questões profissionais, atualmente moram em Curitiba. No feriado de 12 de outubro vieram nos visitar e assim conhecerem de perto a RPPN Rio das Lontras.



Seguimos de carro até determinado ponto da estrada de acesso da RPPN, que ainda aguarda reparos pela Prefeitura Municipal de São Pedro de Alcântara dos estragos das chuvas.



A já tradicional foto na entrada da RPPN Rio das Lontras: Rosário e Fernandez devidamente trajados com a camiseta feita de tecido ecológico com a logomarca da RPPN Rio das Lontras.



Fernandez flagrou uma imagem minha me equilibrando entre as pedras do rio Caldas do Norte, aos pés da cachoeira.



Demos sorte e o tempo que anda extremamente chuvoso nesse começo de primavera deu uma trégua, possibilitando uma pequena caminhada pela área.



Entre uma parada e outra para fotos no passeio, um registro de um bate-papo nosso no antigo e histórico caminho dos tropeiros, que ligava Campos de Lages até Desterro (atual Ilha de Santa Catarina, onde está a capital catarinense, Florianópolis).



Na paisagem bucólica construções estilo enxaimel, sítios simples e bem cuidados, como essa horta na beira da estrada.



Registros fotográficos na primeira colônia alemã de Santa Catarina...



...que recentemente realizou a Oktobertanz, a festa abre a temporada das Oktoberfestas no estado.



Durante o trajeto paramos o carro para fazermos algumas fotos, como esse registro de um Phimosus infuscatus, conhecido como maçarico-de-cara-pelada ou Tapicuru-de-cara-pelada .



"A inclusão da espécie, na lista de aves para Santa catarina, foi através de informações bibliográficas de cunho genérico, sem mencionar uma localidade específica". Esse dado consta no livro As Aves em Santa Catarina, da ornitóloga Lenir Alda do Rosário. Bom, então agora já há o devido registro.


E mil vivas para a RPPN Sumo D'oro!

Fotos: Fernandez e Rosário/ Arquivo pessoal RPPN Rio das Lontras


terça-feira, 6 de outubro de 2009

RPPN EL NAGUAL

Conheci Eraldo no Viva a Mata 2007, no Parque do Ibirapuera. Ele e Mariana são proprietários da RPPN El Nagual, no estado do Rio de Janeiro.
O vídeo abaixo mostra um pouco do belo trabalho que eles desenvolvem, mesclando arte, turismo, meio ambiente e qualidade de vida.




terça-feira, 30 de outubro de 2007

Santa Catarina é eleito o melhor destino

Belezas naturais, principalmente as praias, conquistam turistas e levam Santa Catarina a ser o maior destaque do Brasil
Foto: Hermínio Nunes


Turismo

Matéria do Diário Catarinense comenta premiação da Revista Viagem e Turismo, onde o estado de Santa Catarina foi escolhido como melhor destino turístico do Brasil. O que é bem compreensivo, pelas suas belezas naturais, variedade cultural e indice de desenvolvimento humano. O que não dá para entender é o descaso governamental com a natureza, a ganância de parte do setor empresarial em exaurir os recursos naturais e o desejo de muitos em passar por cima da Legislação Ambiental (Vide o caso Moeda Verde!).

Em tempo: O "melhor Resort de praia" escolhido pela terceira vez seguida é o Costão do Santinho, da RPPN Morro das Aranhas. Tão badalado quanto enroscado com diversos problemas relacionados ao meio ambiente. O último causou a prisão de seu proprietário e o indiciamento por corrupção, acusado de pagar 500 mil reais visando a alteração de Leis Ambientais para favorecer seu questionável empreendimento.


SC é eleito o melhor destino

Estado ficou em primeiro lugar em pesquisa de revista nacional
ARIADNE NIERO

Santa Catarina é o melhor destino turístico do Brasil. O Estado ficou em primeiro lugar na premiação concedida pela revista Viagem e Turismo, da Editora Abril e desbancou a pentacampeã Bahia.A escolha feita pelos leitores da revista elegeu Florianópolis como a segunda melhor cidade do país para se fazer turismo e o Costão do Santinho, pelo terceiro ano seguido, como o melhor resort de praia.

A sétima edição do Prêmio Viagem e Turismo ocorreu na última sexta-feira, no RJ. Os cariocas ficaram com o título de melhor cidade.

Os atrativos turísticos de SC, aliado ao alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), foram os principais motivos que colocaram o Estado no topo, de acordo com o presidente da Santur, Valdir Walendowsky.

- Além dos destinos turísticos, temos infra-estrutura, sem contar produtos como as festas de outubro, campeonatos de surfe e baleias.

Diversidade é um dos maiores diferenciais

O presidente da da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH/SC), Wilson Luiz de Macedo, ressaltou que SC é merecedora do título.

- Nosso atrativo está na diversidade turística. O turista vem para o Estado em todas as épocas do ano .

O secretário estadual de Turismo, Cultura e Esporte, Gilmar Knaesel, ressalta que a prioridade está em continuar com os investimentos em infra-estrutura e saneamento básico.

- Para o ano que vem, serão R$ 81 milhões.
Fonte: DC

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Dica de trilha


Tenho amigos de infância que mantenho contato até hoje. Alguns conheci antes mesmo de entrar na escola. Edarge é um deles. Crescemos na mesma cidade, estudamos juntos, nossas famílias se conheciam, jogamos bola e mantemos contato até hoje.

Engenheiro Agrônomo, casado e pai de uma linda menina, logo-logo vai ter sua própria RPPN, tão logo arrume a documentação necessária para transformar parte da fazenda da família em Reserva Particular. Vai ser – provavelmente - a primeira de Pindamonhangaba, SP, cidade onde crescemos e onde mora até hoje.

Sempre ligado nas questões ambientais, nos contou um belo “treking” que fez numa linda trilha entre Natividade da Serra e Ubatuba e que vale registro.


A aventura começou as 7 horas em Taubaté, onde uma van os levou até o bairro Vargem Grande em Natividade da Serra. Uma parada estratégica em um barzinho para um lanche e por volta das 8h30 a caminhada começou.

São 18 km - que ele contou parecer 180! – e desce a magnífica Serra do Mar em direção ao litoral, sendo a maior parte dela em mata fechada, tanto que é praticamente impossível pegar o sinal do GPS quase que o tempo todo.


Relatos interessantes da aventura:

“Durante a trilha a quantidade de bromélias, orquídeas, musgos, fungos, cipós, e árvores gigantescas é bastante grande. Também haviam trechos de rios, principalmente na face Sul da Serra do Mar (vertente para o oceano)”.





“Num dos pontos culminantes da serra existe um trecho bem grande de vegetação tipo savana, um ponto mais seco e completamente diferente da mata em que estávamos: a diversidade de espécie é muito menor que na Floresta Ombrófila Densa, as árvores são pequenas e retorcidas. O solo (como era de se esperar) também é diferente, mais arenoso e mais seco. Confesso que me surpreendi ao encontrar esse tipo de vegetação logo lá, em plena Mata Atlântica”.

“Quando se chega no alto da serra e começa a descida para o litoral, se tem uma vista deslumbrante do Oceano Atlântico, o que torna obrigatório algumas paradas para admirar o cenário e registrar algumas fotos, afinal, pouca gente tem acesso àquele ponto em que estávamos”.



“Infelizmente não foi avistado nenhum mamífero ou réptil, apenas aves. Segundo o guia (que é da região) o local é freqüentado por caçadores, pois o acesso é difícil para fiscalização. Inclusive, a parada para o almoço foi realizada em um local provavelmente utilizado por caçadores (tinha resto de fogueira)”.


E arremata: "Nossa chegada foi à noitinha no bairro da Marandura (na praia). Fernando, eu nunca tomei uma cerveja com tanto gosto...rs!"


São 9 (nove) horas de trilha com poucas paradas. Edarge conta que ficou muito cansado e que durante uma semana ficou com dores musculares nas pernas. E comenta que para se fazer essa trilha tem que ter bom preparo físico e joelhos resistentes.

Serviço:
Ana Paula Cruz, da “Guia de Ecoturismo” de Taubaté (guiadeecoturismo@terra.com.br), que também atua em raftings e trilhas em diversos lugares na região do Vale do Paraíba, Sul de Minas Gerais, Itatiaia (RJ) e litoral sul do Rio de Janeiro. Vale a pena dar uma olhada no endereço: http://www.paulabca.multiply.com/

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Sequóias e Figueiras


Ricardo posa deitado aos pés da gigante Sequóia no Yosemite National Park

Meu irmão Ricardo é engenheiro agrônomo e mora a mais de cinco anos em Vancouver, Canadá. Sempre ligado nas questões sobre meio ambiente, tem se aprimorado cada vez mais e visitado regiões protegidas na América do Norte.
Nas nossas trocas de correspondências mandou essas fotos impressionantes das maiores árvores do mundo, as Séquoias Gigantes do Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia (Veja textos abaixo).

O Parque Yosemite recebe cerca de 3 milhões de visitantes a cada ano

Aqui Ricardo e sua esposa Aninha nas Montanhas Rochosas no Canadá.
E não é que nós não temos nossas "sequóias" também? Abaixo uma foto de uma linda Figueira em São Pedro de Alcântara

Chris posa aos pés "do lado menor" da imponente Figueira

O Parque Nacional de Yosemite (Yosemite National Park) é um parque nacional norte-americano localizado nas montanhas de Serra Nevada, no estado da Califórnia, nos condados de Mariposa e Tuolumne.

O parque cobre uma área de 3 081 km² (1.189 mi²) estando a sua altitude compreendida entre os 600 e os 4000 metros. O parque de Yosemite recebe a visita de cerca de 3 milhões de visitantes por ano, grande parte somente para ver o vale de Yosemite, mas no parque existem muitas outras atracções, pois é reconhecido internacionalmente pelos seus espectaculares desfiladeiros de granito, cascatas, arroios claros, bosques de sequóias gigantes e grande biodiversidade, que lhe valeram a designação de Património Mundial em 1984.

Das 7000 espécies de plantas existentes na Califórnia, cerca de metade está na Serra Nevada, e mais de 20% das espécies concentra-se em Yosemite [2]. O parque conta também com registos documentais da presença de mais de 160 plantas raras, com solos únicos e formações geológicas também elas raras que caracterizam as áreas restritas que estas plantas ocupam.

Geologicamente o parque caracteriza-se pela presença de rocha granítica e algumas rochas mais antigas. Há aproximadamente dez milhões de anos, a Serra Nevada sofreu uma elevação, tendo-se depois inclinado, o que levou a que as suas encostas ocidentais ficassem com declives ligeiros e as orientais com declives mais acentuados. A elevação resultou num aumento da inclinação dos leitos dos riachos e dos rios, resultando na formação de desfiladeiros profundos e estreitos. Há um milhão de anos, verificou-se um acumular de neve e gelo, formando glaciares nos prados alpinos mais altos, descendo depois para os vales percorridos pelos rios.
A espessura do gelo no vale de Yosemite pode ter chegado aos 1200 metros durante o início do período glaciar. O movimento de descida das massas de gelo esculpiu o vale em forma de U que tantos visitantes atrai hoje em dia.

Sequóia Gigante:
A Sequóia gigante é a maior árvore do mundo em termos de volume. Ela cresce em média 50-85 m e 5-7 m em diâmetro. A Sequóia gigante mais velha conhecida possui 3.200 anos de idade. Medidas recordes de sequóias como 115 m de altura e 8 m de diâmetro já foram reportadas. A casca da sequóia é fibrosa, com sulcos, podendo chegar a 60 cm de grossura na base do tronco.
Uma casca assim fornece uma excelente proteção contra fogo. As folhas são como as folhas dos pinheiros, com 3-6 mm, fazendo uma espiral nos brotos. As sementes vêm em cones, e cada cone têm em média 230 sementes de cor marrom-escura, cada uma com 4-5 mm de altura e 1 mm de espessura, possuindo umas "asinhas" marrom-amarelas de 1 mm. As sementes são carregadas pelo vento quando se desprendem do cone. É considerada um fóssil vivo. Tem sido plantada no Brasil para fins ornamentais e de adaptação da espécie, já que em seu lugar de origem vem sendo destruída.
Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Um belo passeio

Foto do museu de arqueologia de Lomba Alta, construção toda feita com Araucárias apreendidas pelo Ibama.
Sem dúvida um belo passeio: A idéia inicial era apenas almoçarmos num restaurante pesque-pague no qual tínhamos boas indicações. Saímos de Angelina rumo a cidade de Alfredo Wagner, distante pouco mais de 60 km de casa, em um dia absolutamente lindo, de céu extremamente azul, sem uma única nuvem e um friozinho gostoso. Estrada boa e com uma vista maravilhosa da Serra Geral. Em torno de uma hora depois estávamos apreciando uma bela refeição em um local muito agradável. De quebra vimos a seleção brasileira de futebol feminino golear os Estados Unidos por 5x0 e ganharem a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos.

Satisfeitos fomos então dar uma "esticada" até o Museu de Arqueologia de Lomba Alta, 13 km do centro de Alfredo Wagner.


A cidade: Povoada principalmente por descendentes de Alemães, Alfredo Wagner tem menos de 10 mil habitantes e sua principal atividade econômica é a agricultura familiar. Repleta de morros e vales, recebeu recentemente o título de "Capital das Nascentes", que são abundantes na região.

Imagem Web.

Antes da colonização a região era habitada por pelo menos quatro tribos diferentes de indíginas: Tradição Humaitá, Tradição Umbú, Tradição Taquara e Xoklengs. Milhares de artefatos já foram encontrados e cerca de duas mil peças estão no Museu de Arqueologia de Lomba Alta, criado em 2002 pela Fundação Alfredo Henrique Wagner, instalado numa linda réplica da casa do patrono do município, toda feita com Araucárias, madeira apreendidas pelo Ibama.


A idéia da Fundação é ainda instalar um observatório astronômico, Museu de paleontologia, geologia e ecologia, reflorestamento de árvores nativas, em especial recompor a floresta de "Araucária angustifolia".

Imagens do Acervo:











Imagens da viagem:







Fotos: Claudio Teixeira

Logo Alfredo Wagner terá sua primeira RPPN:
Contemplado no Programa de Incentivo às RPPN, Irimar José da Silva, Presidente do Sindicato de Agricultores de Alfredo Wagner, está criando uma RPPN em parte de sua propriedade. Tomara possa motivar outros proprietários da região a seguirem o exemplo e ajudarem a preservar o meio ambiente dessa bela região.


Foto: Irimar José da Silva